Depois de um longo período, trabalhando em vários projetos de ACESSO de medicamentos, visando o mercado emergente (classes D e E) no Brasil, volto a postar mensagens no BLOG. E não poderia deixar de comentar a grande mudança de cultura que iremos enfrentar com a regulamentação para a venda de antibióticos no Brasil.
Falo em grande mudança, pois imaginava-se que a compra de antibióticos de forma espontânea fosse grande, e também, a eventual troca de produtos nas farmácias, buscando um eventual menor preço. Agora estamos falando de seguir rigidamente a prescrição do médico, que deve ser clara, objetiva e de fácil leitura, com validade curta de duração, o que irá trazer ainda um período de adaptação.
A nova regra para venda de antibióticos causou muita confusão no primeiro dia útil (29/11) em vigor. Oito em cada dez clientes das principais redes de farmácias do País tiveram que sair com as mãos vazias, de acordo com levantamento feito pela Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias).
“Metade deles estava sem receita e a outra metade estava com a receita errada”, detalhou Sérgio Mena Barreto, presidente da associação. A norma da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) prevê uma receita de duas vias para a venda de antibióticos, sendo que uma delas deve ficar retida na farmácia.
As receitas já eram necessárias anteriormente, mas eram receitas convencionais, em apenas uma via, sem a necessidade de retenção nos estabelecimentos. Além disso, a prescrição passa a ter validade de apenas dez dias. Ela deve estar em letra de forma, sem rasuras, com nome completo do paciente, nome do médico, registro profissional, endereço completo, telefone e assinatura.
Quem efetua a compra também passa a ser identificado, com nome, documento de identidade, endereço, telefone e data de emissão. A farmácia ou drogaria é obrigada a anotar, no verso da via retida, o lote do remédio, com data e quantidade vendida.A medida foi publicada em 28 de outubro e entrou em vigor ontem (28/11), restringindo a venda de 93 substâncias como amoxicilina, azitromicina e benzetacil. “O prazo foi curto. Faltou uma campanha eficiente para informar a população e os prescritores (médicos e dentistas)”, avalia Barreto.
Combate à automedicação
O infectologista Arnaldo Lopes Colombo, presidente da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) e professor da Unifesp, vê com bons olhos a medida da Anvisa. “Ela é necessária e importante para evitar a automedicação, que pode tornar bactérias mais resistentes”, aponta o especialista.Muitos pacientes, conta o médico, confundem infecções virais com infecções bacterianas e tomam antibióticos por conta própria. “Isso causa efeitos adversos desnecessários”, afirma.Outros pacientes, por se sentirem melhor já no início do tratamento, suspendem o uso da medicação antes do prazo dado pelo médico. Isso favorece a proliferação de bactérias resistentes. No início do tratamento, o antibiótico mata as bactérias mais fracas e precisa de mais alguns dias para completar o serviço. Se a medicação for interrompida, as bactérias restantes tornam-se mais resistentes.
Superbactéria
Apesar de importante, a nova regra da Anvisa ainda não é suficiente para conter o avanço das superbactérias, como a KPC, responsável pela morte de alguns pacientes no Brasil.Isso porque tais bactérias, resistentes a muitos antibióticos, são típicas do ambiente hospitalar e precisam de regras e campanhas voltadas a hospitais e clínicas. “O profissional de saúde precisa ser melhor educação e orientado na prescrição de medicamentos”, ressalta Colombo. O especialista enfatiza a necessidade de várias regras no ambiente hospitalar, entre elas medidas simples como lavar as mãos constantemente. “Isso já ajuda muito no combate à proliferação de bactérias”, afirma.Quando os primeiros casos de bactérias multirresistentes começaram a ser registrados, a Anvisa chegou a recomendar o isolamento dos pacientes infectados. “É preciso também haver um controle hospitalar dos antibióticos prescritos”, defende o infectologista.
Fonte: Portal IG - Bruno Folli
Falar das novidades da indústria farmacêutica, nacional e mundial, falar de marketing, vendas e gestão de pessoas são o objetivo deste blog (motivar pessoas é o segredo do sucesso!).
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Novas regras para venda em farmácias começam a vigorar nesta quinta
Começam a vigorar na quinta-feira (18) as novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a venda de produtos em farmácias.
Pela regulamentação, fica proibida a venda de produtos de conveniência e restringidas a exposição de medicamentos nas prateleiras. Os estabelecimentos que descumprirem a norma podem pagar multas de até R$ 1,5 milhão.
As novas regras integram a RDC 44, resolução de 17 de agosto de 2009 da Anvisa, que dispõe sobre as Boas Práticas Farmacêuticas. Segundo o texto da resolução, as medidas são necessárias para assegurar a qualidade e segurança dos produtos oferecidos e dos serviços prestados em farmácias e drogarias, além de contribuir para o uso racional desses produtos e para a melhoria da qualidade de vida dos usuários.
Uma das determinações da resolução é que só podem ser expostos nas prateleiras produtos de perfumaria e fitoterápicos. Para a compra de remédios como analgésicos ou antiácidos, o cliente terá que pedir ao farmacêutico, pois esses medicamentos devem ficar atrás do balcão de atendimento.
Quem descumprir as regras pode pagar multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Além das multas, o estabelecimento pode ser penalizado com a apreensão de mercadoria e até cancelamento do alvará de funcionamento.
De acordo como presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, a medida será ruim para as farmácias.
Segundo ele, no Brasil existem 15 mil farmácias onde também funcionam serviços bancários.
"São inúmeros municípios no Brasil que não têm nenhum banco público. O maior prejudicado é o cidadão, pois se as farmácias não têm mais receita, elas vão cortar custos ou aumentar os preços, além da diminuição da oferta de empregos".
Barreto assegura que todas as farmácias brasileiras já têm uma medida judicial e não precisam cumprir essa resolução. Além da Abrafarma, que já havia obtido uma decisão judicial em outubro do ano passado, as entidades que cobrem as outras farmácias, (ABC Farma e a Febrafarm) também já obtiveram decisões judiciais.
"Não há base legal para que a Anvisa proíba farmácias de vender produtos de conveniência nos estabelecimentos. Isso tinha que estar numa lei e não está. A Anvisa foi além da sua capacidade legal, e portanto, essa decisão não é válida e aí nós temos várias medidas judiciais a respeito", disse.
De acordo com a Anvisa a resolução está vigente e deverá ser cumprida por todos os estabelecimentos do país. A agência afirma que nenhuma liminar foi concedida para desobrigar o cumprimento integral da norma.
As liminares concedidas são temporárias e limitadas, pois aplicam-se somente às Instruções Normativas IN nº 9 e 10, que tratam da venda de produtos alheios à saúde e da exposição dos medicamentos isentos de prescrição, afirma a agência.
Pela regulamentação, fica proibida a venda de produtos de conveniência e restringidas a exposição de medicamentos nas prateleiras. Os estabelecimentos que descumprirem a norma podem pagar multas de até R$ 1,5 milhão.
As novas regras integram a RDC 44, resolução de 17 de agosto de 2009 da Anvisa, que dispõe sobre as Boas Práticas Farmacêuticas. Segundo o texto da resolução, as medidas são necessárias para assegurar a qualidade e segurança dos produtos oferecidos e dos serviços prestados em farmácias e drogarias, além de contribuir para o uso racional desses produtos e para a melhoria da qualidade de vida dos usuários.
Uma das determinações da resolução é que só podem ser expostos nas prateleiras produtos de perfumaria e fitoterápicos. Para a compra de remédios como analgésicos ou antiácidos, o cliente terá que pedir ao farmacêutico, pois esses medicamentos devem ficar atrás do balcão de atendimento.
Quem descumprir as regras pode pagar multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Além das multas, o estabelecimento pode ser penalizado com a apreensão de mercadoria e até cancelamento do alvará de funcionamento.
De acordo como presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, a medida será ruim para as farmácias.
Segundo ele, no Brasil existem 15 mil farmácias onde também funcionam serviços bancários.
"São inúmeros municípios no Brasil que não têm nenhum banco público. O maior prejudicado é o cidadão, pois se as farmácias não têm mais receita, elas vão cortar custos ou aumentar os preços, além da diminuição da oferta de empregos".
Barreto assegura que todas as farmácias brasileiras já têm uma medida judicial e não precisam cumprir essa resolução. Além da Abrafarma, que já havia obtido uma decisão judicial em outubro do ano passado, as entidades que cobrem as outras farmácias, (ABC Farma e a Febrafarm) também já obtiveram decisões judiciais.
"Não há base legal para que a Anvisa proíba farmácias de vender produtos de conveniência nos estabelecimentos. Isso tinha que estar numa lei e não está. A Anvisa foi além da sua capacidade legal, e portanto, essa decisão não é válida e aí nós temos várias medidas judiciais a respeito", disse.
De acordo com a Anvisa a resolução está vigente e deverá ser cumprida por todos os estabelecimentos do país. A agência afirma que nenhuma liminar foi concedida para desobrigar o cumprimento integral da norma.
As liminares concedidas são temporárias e limitadas, pois aplicam-se somente às Instruções Normativas IN nº 9 e 10, que tratam da venda de produtos alheios à saúde e da exposição dos medicamentos isentos de prescrição, afirma a agência.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
VARIAçãO DE PREçOS DE MEDICAMENTOS PODE CHEGAR A 1.400%, DIZ PROCON-SP
Pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP e pela Secretaria da Saúde de São Paulo mostra que a variação nos preços de medicamentos semelhantes pode chegar a 1.415%. O levantamento, divulgado nesta terça-feira, aponta que o consumidor deve pesquisar preços antes da compra.
Os dados levam em conta os preços de uma loja a outra e comparação entre o medicamento referência e o genérico. De acordo com a secretaria, apesar de os medicamentos genéricos serem mais baratos, também apresentem variações de preços por serem produzidos por diferentes laboratórios.
A pesquisa envolveu 103 itens --62 de referência e 41 genéricos-- em 15 estabelecimentos farmacêuticos da cidade.
Preços
Veja abaixo as três maiores diferenças constatadas pela pesquisa:
- Hidantal (Fenitoína), 100 mg., 25 comprimidos - diferença: 1.415%
Maior preço do medicamento referência: R$ 6,06 (Drogão - região Sul)
Menor preço do medicamento genérico: R$ 0,40 (Farmalife - centro)
- Voltaren (Diclofenaco Sódico), 50 mg., 20 comprimidos - diferença: 964,55%
Maior preço do medicamento referência: R$ 20,12 (Drogaria São Geraldo - região oeste)
Menor preço do medicamento genérico: R$ 1,89 (Drogaria Campeão - centro)
- Tylenol (Paracetamol) - 200 mg/ml, gotas 15 ml - diferença: 879,19%
Maior preço do medicamento referência: R$ 14,59 (Drogasil - região norte; Drogão e Droga Raia - região sul)
Menor preço do medicamento genérico: R$ 1,49 (Drogaria Campeão - centro)
Fonte: Folha Online
Os dados levam em conta os preços de uma loja a outra e comparação entre o medicamento referência e o genérico. De acordo com a secretaria, apesar de os medicamentos genéricos serem mais baratos, também apresentem variações de preços por serem produzidos por diferentes laboratórios.
A pesquisa envolveu 103 itens --62 de referência e 41 genéricos-- em 15 estabelecimentos farmacêuticos da cidade.
Preços
Veja abaixo as três maiores diferenças constatadas pela pesquisa:
- Hidantal (Fenitoína), 100 mg., 25 comprimidos - diferença: 1.415%
Maior preço do medicamento referência: R$ 6,06 (Drogão - região Sul)
Menor preço do medicamento genérico: R$ 0,40 (Farmalife - centro)
- Voltaren (Diclofenaco Sódico), 50 mg., 20 comprimidos - diferença: 964,55%
Maior preço do medicamento referência: R$ 20,12 (Drogaria São Geraldo - região oeste)
Menor preço do medicamento genérico: R$ 1,89 (Drogaria Campeão - centro)
- Tylenol (Paracetamol) - 200 mg/ml, gotas 15 ml - diferença: 879,19%
Maior preço do medicamento referência: R$ 14,59 (Drogasil - região norte; Drogão e Droga Raia - região sul)
Menor preço do medicamento genérico: R$ 1,49 (Drogaria Campeão - centro)
Fonte: Folha Online
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
ROCHE PESQUISA VIRUS DA AMAZôNIA PARA FABRICAçãO FUTURA DE VACINAS
A Roche Diagnóstica, divisão do grupo suíço Roche, começa a fazer este ano pesquisas para identificar os diversos vírus da região da Amazônia para fabricar futuras vacinas. "Queremos conhecer as especificidades desses vírus", afirmou Pedro Gonçalves, presidente dessa divisão de negócios da companhia no Brasil. Os estudos serão feitos em parceria com o Instituto Evandro Chagas (IEC), do Pará, e a Universidade de Columbia, nos EUA.
Esses estudos, que ainda estão em fase incipiente, devem começar ainda neste mês. Para colocá-los em prática, a companhia vai utilizar equipamentos de última geração, que possibilitam o sequenciamento genético desses vírus. Mais de 100 variedades deles poderão ser estudadas.
Márcio Nunes, coordenador do projeto pelo IEC, disse que o objetivo é fazer o sequenciamento genético de diversos vírus patogênicos para o homem. Os estudos iniciais serão específicos para dengue, febre amarela e hantavírus. Segundo Nunes, não existe sequenciamento desses tipos de vírus na América do Sul, apesar da grande incidência da doença.
A partir do sequenciamento genético dos virus, será possível desenvolver anticorpos monoclonais, o que poderá reverter em resposta a um agente patogênico. "Também poderemos identificar novos vírus", afirmou Nunes. O coordenador disse que o governo federal disponibilizou cerca de R$ 4 milhões para estimular a pesquisa.
A Roche vai utilizar equipamentos de alta tecnologia para o processo de sequenciamento genético desses vírus. Gonçalves lembra que a companhia foi a precursora, nos anos 90, da chamada tecnologia PCR (Polymerase Chain Reaction, em inglês, ou reação em cadeia da polimerase), que amplifica o DNA. O processo de PCR foi patenteado pela companhia suíça em 1993.
A Roche Diagnóstica fez trabalho semelhante na África. O grupo rastreou vírus emergentes no continente africano e tem um projeto na África oriental que monitora os vírus existentes e identifica futuras ameaças. A meta é identificar possíveis pandemias em fase precoce. Com isso, conseguiu uma identificação confiável do vírus do HIV.
"Cumpriremos em 2010 os nossos planos de levar soluções diagnósticas para todo o Brasil", afirmou Gonçalves. "Vamos vencer o desafio geográfico do Brasil", disse o executivo, referindo-se à extensão territorial do país.
Esse mesmo processo de sequenciamento genético já foi usado na agropecuária. Segundo Gonçalves, a empresa adotou o processo para cana-de-açúcar e gado.
A divisão Diagnóstica trabalha junto com a área farmacêutica no que o grupo se concentra nos últimos anos: a medicina personalizada. O desenvolvimento de medicamentos biotecnológicos, por meio de manipulação genética, tornou-se a forte aposta do grupo. Não interessa ao grupo entrar na produção de genéricos, segmento fortemente responsável pela perda das vendas de grandes companhias farmacêuticas do mundo.
A empresa especializou-se no desenvolvimento de produtos dedicados a grupos específicos de pacientes, impulsionando a medicina personalizada. "Os diagnósticos representam de 50% a 60% da decisão dos médicos", afirmou Gonçalves. A Roche tem forte atuação em oncologia, virologia, doenças autoimunes, metabólicas e do sistema nervoso central.
Esses estudos, que ainda estão em fase incipiente, devem começar ainda neste mês. Para colocá-los em prática, a companhia vai utilizar equipamentos de última geração, que possibilitam o sequenciamento genético desses vírus. Mais de 100 variedades deles poderão ser estudadas.
Márcio Nunes, coordenador do projeto pelo IEC, disse que o objetivo é fazer o sequenciamento genético de diversos vírus patogênicos para o homem. Os estudos iniciais serão específicos para dengue, febre amarela e hantavírus. Segundo Nunes, não existe sequenciamento desses tipos de vírus na América do Sul, apesar da grande incidência da doença.
A partir do sequenciamento genético dos virus, será possível desenvolver anticorpos monoclonais, o que poderá reverter em resposta a um agente patogênico. "Também poderemos identificar novos vírus", afirmou Nunes. O coordenador disse que o governo federal disponibilizou cerca de R$ 4 milhões para estimular a pesquisa.
A Roche vai utilizar equipamentos de alta tecnologia para o processo de sequenciamento genético desses vírus. Gonçalves lembra que a companhia foi a precursora, nos anos 90, da chamada tecnologia PCR (Polymerase Chain Reaction, em inglês, ou reação em cadeia da polimerase), que amplifica o DNA. O processo de PCR foi patenteado pela companhia suíça em 1993.
A Roche Diagnóstica fez trabalho semelhante na África. O grupo rastreou vírus emergentes no continente africano e tem um projeto na África oriental que monitora os vírus existentes e identifica futuras ameaças. A meta é identificar possíveis pandemias em fase precoce. Com isso, conseguiu uma identificação confiável do vírus do HIV.
"Cumpriremos em 2010 os nossos planos de levar soluções diagnósticas para todo o Brasil", afirmou Gonçalves. "Vamos vencer o desafio geográfico do Brasil", disse o executivo, referindo-se à extensão territorial do país.
Esse mesmo processo de sequenciamento genético já foi usado na agropecuária. Segundo Gonçalves, a empresa adotou o processo para cana-de-açúcar e gado.
A divisão Diagnóstica trabalha junto com a área farmacêutica no que o grupo se concentra nos últimos anos: a medicina personalizada. O desenvolvimento de medicamentos biotecnológicos, por meio de manipulação genética, tornou-se a forte aposta do grupo. Não interessa ao grupo entrar na produção de genéricos, segmento fortemente responsável pela perda das vendas de grandes companhias farmacêuticas do mundo.
A empresa especializou-se no desenvolvimento de produtos dedicados a grupos específicos de pacientes, impulsionando a medicina personalizada. "Os diagnósticos representam de 50% a 60% da decisão dos médicos", afirmou Gonçalves. A Roche tem forte atuação em oncologia, virologia, doenças autoimunes, metabólicas e do sistema nervoso central.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Aché - investimento pesado na produção de genéricos
O laboratório nacional Aché está investindo R$ 120 milhões para produzir medicamentos genéricos e similares que estão para perder a patente nos próximos meses. Entre 2010 e 2011, cerca de 25 medicamentos de marcas deverão ter sua versão genérica no mercado interno. "Temos mais de 100 projetos em andamento, que deverão ser lançados nos próximos três anos", disse José Ricardo Mendes da Silva, presidente da companhia.
Terceiro maior laboratório de genéricos do Brasil, com faturamento bruto de R$ 1,9 bilhão (dados preliminares de 2009), o Aché está acompanhando atento os medicamentos de marcas que terão perda de patente entre este ano e o ano que vem. Neste ano, serão cerca de 10 novos produtos, entre genéricos e similares do Aché no mercado interno.
Segundo Mendes, a empresa também deve intensificar acordos para licenciar medicamentos no Brasil. A companhia busca parcerias de "mão dupla". Ou seja, o Aché licencia medicamentos de um laboratório internacional e também concede seus produtos para o mesmo fim para a comercialização no país de origem da companhia parceira.
Em 2007, a empresa fechou dois importantes acordos neste sentido. Um com a mexicana Silanes - para levar medicamentos da linha cardiometabólica ao México - e com a alemã Beiersdorf - para trazer ao Brasil a linha de dermocosméticos Eucerin. Neste ano, o laboratório planeja fazer o lançamento de sua própria linha de produtos dermatológicos, afirmou Mendes.
Pesquisa e Desenvolvimento
O grupo também já está investindo R$ 70 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de novos medicamentos. Mendes negou que a companhia tenha virado alvo preferencial de possíveis aquisições por parte de outros laboratórios - embora tenha sido sondado diversas vezes nos últimos meses.
O executivo afirmou que vai negociar parceria com uma multinacional para medicamentos voltados para oncologia, mas não entrou em detalhes. A empresa tem entre seus principais medicamentos o Alenia (para asma), Artrolive (artrose), Betalor e Lotar (cardíacos).
TRAJETÓRIA
Fundado em 1966, o Aché conta com dois complexos industriais, um em sua sede em Guarulhos (Grande São Paulo) e outro na capital paulista, no bairro Jurubatuba. O portfolio da empresa elenca 250 marcas em cerca de 600 apresentações de medicamentos sob prescrição, genéricos e MIP (isentos de prescrição). A companhia é controlada pelas famílias Dellape Baptista, Siaulys e Depieri.
Nos últimos anos, a empresa engrossou o movimento de consolidação no setor. Em 2003, o laboratório incorporou a farmacêutica alemã Asta Médica do Brasil. Dois anos depois, deu um importante passo com a compra da Biosintética Farmacêutica, que possibilitou à companhia entrar no segmento de genéricos - hoje os produtos são comercializados sob a marca comercial Genéricos Biosintética.
Em 2008, a empresa firmou parceria com a americana RFI Ingredients, marcando sua entrada no mercado americano e canadense com a comercialização do creme anti-inflamatório Acheflan. Atualmente, o Aché exporta seus produtos para 12 países.
Fonte: Valor Econômico
Terceiro maior laboratório de genéricos do Brasil, com faturamento bruto de R$ 1,9 bilhão (dados preliminares de 2009), o Aché está acompanhando atento os medicamentos de marcas que terão perda de patente entre este ano e o ano que vem. Neste ano, serão cerca de 10 novos produtos, entre genéricos e similares do Aché no mercado interno.
Segundo Mendes, a empresa também deve intensificar acordos para licenciar medicamentos no Brasil. A companhia busca parcerias de "mão dupla". Ou seja, o Aché licencia medicamentos de um laboratório internacional e também concede seus produtos para o mesmo fim para a comercialização no país de origem da companhia parceira.
Em 2007, a empresa fechou dois importantes acordos neste sentido. Um com a mexicana Silanes - para levar medicamentos da linha cardiometabólica ao México - e com a alemã Beiersdorf - para trazer ao Brasil a linha de dermocosméticos Eucerin. Neste ano, o laboratório planeja fazer o lançamento de sua própria linha de produtos dermatológicos, afirmou Mendes.
Pesquisa e Desenvolvimento
O grupo também já está investindo R$ 70 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de novos medicamentos. Mendes negou que a companhia tenha virado alvo preferencial de possíveis aquisições por parte de outros laboratórios - embora tenha sido sondado diversas vezes nos últimos meses.
O executivo afirmou que vai negociar parceria com uma multinacional para medicamentos voltados para oncologia, mas não entrou em detalhes. A empresa tem entre seus principais medicamentos o Alenia (para asma), Artrolive (artrose), Betalor e Lotar (cardíacos).
TRAJETÓRIA
Fundado em 1966, o Aché conta com dois complexos industriais, um em sua sede em Guarulhos (Grande São Paulo) e outro na capital paulista, no bairro Jurubatuba. O portfolio da empresa elenca 250 marcas em cerca de 600 apresentações de medicamentos sob prescrição, genéricos e MIP (isentos de prescrição). A companhia é controlada pelas famílias Dellape Baptista, Siaulys e Depieri.
Nos últimos anos, a empresa engrossou o movimento de consolidação no setor. Em 2003, o laboratório incorporou a farmacêutica alemã Asta Médica do Brasil. Dois anos depois, deu um importante passo com a compra da Biosintética Farmacêutica, que possibilitou à companhia entrar no segmento de genéricos - hoje os produtos são comercializados sob a marca comercial Genéricos Biosintética.
Em 2008, a empresa firmou parceria com a americana RFI Ingredients, marcando sua entrada no mercado americano e canadense com a comercialização do creme anti-inflamatório Acheflan. Atualmente, o Aché exporta seus produtos para 12 países.
Fonte: Valor Econômico
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
BNDES negocia compra de participação na Hypermarcas
Entrada no capital faz parte da estratégia do banco de criar um grande grupo farmacêutico nacional
O BNDES negocia a aquisição de uma participação na Hypermarcas, empresa que tem expandido sua atuação na área farmacêutica por meio de aquisições. A negociação, segundo fontes, gira entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Interessado na consolidação do parque farmacêutico nacional, o BNDES estuda uma forma de fortalecer ainda mais a Hypermarcas para que a empresa possa manter sua estratégia de compra de ativos no setor e ampliar sua atuação na área de genéricos.
Só no ano passado, a Hypermarcas fez cinco operações de aquisição. Na área farmacêutica, a compra do laboratório Neo Química há um mês, por R$ 1,42 bilhão, deu à empresa o terceiro lugar entre as farmacêuticas nacionais, com a entrada na área de genéricos e similares. Em 2008, pouco depois de abrir o capital, já tinha incorporado o laboratório Farmasa e liderava o mercado de medicamentos sem prescrição. De olho no forte crescimento do setor, que passou incólume pela crise, a Hypermarcas aumenta a participação dos medicamentos em seu portfólio, que também tem cosméticos, higiene pessoal, limpeza e alimentos.
No ano passado, o BNDES decidiu mudar sua estratégia para estimular a consolidação entre os laboratórios nacionais, já que o perfil familiar predominante dificulta os negócios. Passou a oferecer aos controladores a possibilidade de a subsidiária BNDESPar se tornar sócia das empresas, uma forma de viabilizar investimentos e operações de fusão e aquisição. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tem recebido executivos de várias empresas. Cogitou a possibilidade com algumas, mas as conversas estão mais adiantadas com a Hypermarcas.
O chefe do Departamento de Produtos Intermediários Químicos e Farmacêuticos do BNDES, Pedro Palmeira Filho, confirmou que o banco negocia com a Hypermarcas, mas não deu detalhes das tratativas. "Estamos conversando. Teria muito sentido se o BNDES pudesse capitalizar a Hypermarcas para que ela pudesse fazer novas aquisições, inclusive no exterior", disse. Se o negócio for concretizado, será a primeira participação do banco em uma farmacêutica. A BNDESPar poderia ficar com uma fatia entre 10% e 30% das ações da Hypermarcas. Procurada, a empresa não comentou a informação.
INTERNACIONALIZAÇÃO
O BNDES tem aumentado o seu apoio a fusões e à internacionalização de empresas brasileiras. Operações recentes com o apoio do banco criaram gigantes como JBS-Friboi e Brasil Foods, no setor de alimentos, e Fibria, no de celulose. Fortalecer o setor farmacêutico é uma das prioridades da política industrial do País para evitar a sua desnacionalização. Por isso, o BNDES mantém linhas de financiamento especiais para o setor por meio do Profarma, cuja carteira já acumula R$ 1,3 bilhão. A participação acionária é um dos instrumentos do banco para fomentar a consolidação no setor, mas ainda não foi usada.
Segundo Palmeira, o BNDES pode ajudar grupos nacionais a encontrar no exterior ativos que permitam a entrada em áreas estratégicas, como a biotecnologia. "Há empresas de biotecnologia, inclusive nos EUA, que cabem no bolso de brasileiras", diz o executivo, para quem o movimento da Hypermarcas poderá levar outras empresas a fechar operações de consolidação.
Na visão do BNDES, só a formação de empresas nacionais com faturamento entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões pode deixá-las menos vulneráveis às multinacionais. O banco não gostou da venda da brasileira Medley para a Sanofi-Aventis em 2009, e acompanhou com apreensão o assédio da Pfizer ao Neo Química.
O BNDES negocia a aquisição de uma participação na Hypermarcas, empresa que tem expandido sua atuação na área farmacêutica por meio de aquisições. A negociação, segundo fontes, gira entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Interessado na consolidação do parque farmacêutico nacional, o BNDES estuda uma forma de fortalecer ainda mais a Hypermarcas para que a empresa possa manter sua estratégia de compra de ativos no setor e ampliar sua atuação na área de genéricos.
Só no ano passado, a Hypermarcas fez cinco operações de aquisição. Na área farmacêutica, a compra do laboratório Neo Química há um mês, por R$ 1,42 bilhão, deu à empresa o terceiro lugar entre as farmacêuticas nacionais, com a entrada na área de genéricos e similares. Em 2008, pouco depois de abrir o capital, já tinha incorporado o laboratório Farmasa e liderava o mercado de medicamentos sem prescrição. De olho no forte crescimento do setor, que passou incólume pela crise, a Hypermarcas aumenta a participação dos medicamentos em seu portfólio, que também tem cosméticos, higiene pessoal, limpeza e alimentos.
No ano passado, o BNDES decidiu mudar sua estratégia para estimular a consolidação entre os laboratórios nacionais, já que o perfil familiar predominante dificulta os negócios. Passou a oferecer aos controladores a possibilidade de a subsidiária BNDESPar se tornar sócia das empresas, uma forma de viabilizar investimentos e operações de fusão e aquisição. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tem recebido executivos de várias empresas. Cogitou a possibilidade com algumas, mas as conversas estão mais adiantadas com a Hypermarcas.
O chefe do Departamento de Produtos Intermediários Químicos e Farmacêuticos do BNDES, Pedro Palmeira Filho, confirmou que o banco negocia com a Hypermarcas, mas não deu detalhes das tratativas. "Estamos conversando. Teria muito sentido se o BNDES pudesse capitalizar a Hypermarcas para que ela pudesse fazer novas aquisições, inclusive no exterior", disse. Se o negócio for concretizado, será a primeira participação do banco em uma farmacêutica. A BNDESPar poderia ficar com uma fatia entre 10% e 30% das ações da Hypermarcas. Procurada, a empresa não comentou a informação.
INTERNACIONALIZAÇÃO
O BNDES tem aumentado o seu apoio a fusões e à internacionalização de empresas brasileiras. Operações recentes com o apoio do banco criaram gigantes como JBS-Friboi e Brasil Foods, no setor de alimentos, e Fibria, no de celulose. Fortalecer o setor farmacêutico é uma das prioridades da política industrial do País para evitar a sua desnacionalização. Por isso, o BNDES mantém linhas de financiamento especiais para o setor por meio do Profarma, cuja carteira já acumula R$ 1,3 bilhão. A participação acionária é um dos instrumentos do banco para fomentar a consolidação no setor, mas ainda não foi usada.
Segundo Palmeira, o BNDES pode ajudar grupos nacionais a encontrar no exterior ativos que permitam a entrada em áreas estratégicas, como a biotecnologia. "Há empresas de biotecnologia, inclusive nos EUA, que cabem no bolso de brasileiras", diz o executivo, para quem o movimento da Hypermarcas poderá levar outras empresas a fechar operações de consolidação.
Na visão do BNDES, só a formação de empresas nacionais com faturamento entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões pode deixá-las menos vulneráveis às multinacionais. O banco não gostou da venda da brasileira Medley para a Sanofi-Aventis em 2009, e acompanhou com apreensão o assédio da Pfizer ao Neo Química.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Marketing de Experiência cresce em meio a ações virtuais
A tecnologia avança na vida dos consumidores e é cada vez mais comum a criação de ações virtuais para envolvê-los com a marca. Redes sociais, e-mail marketing, aplicativos com serviços e games são algumas das ferramentas mais usadas por empresas na hora de chamar a atenção do consumidor. Mas e a experiência real? E o contato direto com a marca?
Com o crescimento e certa padronização das ações virtuais como “acesse, cadastre-se e concorra”, a diferenciação está sendo feita na prática, literalmente. Basta perceber que ações de experiência de marca ganham espaço nas estratégias de grandes empresas como Alcatel-Lucent, D-Link, além de Itaú, Gerdau e IBMEC. Nelas, o objetivo principal é ressaltar a importância dos sentimentos e emoções para que uma empresa seja lembrada e admirada.
Especializada em Experience Marketing, a agência O Melhor Da Vida fechou parceria com empresas para oferecer experiência como recompensa. Mas não só para clientes. A agência elabora ações de incentivo para colaboradores a fim de promover o encantamento com a marca, que é mais propenso a acontecer quando ela passa a fazer parte da memória destas pessoas.
Experiência X bens materiais
A D-Link criou o Gourmet Experience há cerca de um ano com o objetivo de premiar os distribuidores com experiências relevantes. A partir de uma experiência diferente de uma premiação com bens materiais, a marca é fixada na mente do consumidor de forma emocional. “Ao dar uma TV, a pessoa sabe o valor. Uma experiência fora do padrão fica marcada na mente”, diz André Teixeira, Gerente de Marketing de volume da D-Link, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A empresa de produção de equipamentos de networking, conectividade e comunicações de dados realizou ações de experiência para seus fornecedores como o Gourmet Experience. A ação levou convidados para uma aula de culinária com um renomado Chef de cozinha promovendo assim um melhor relacionamento com fornecedores, além de posicionar a marca de forma saudável e inovadora.
Mas não basta fazer uma ação pontual de experiência. É necessário dar continuidade ao trabalho de emocionar e encantar, oferecendo sempre novas e diferentes opções de experiência. “Promovemos a manutenção com experiências diferentes para cada distribuidor. Depois de ações de incentivo e de confraternização daremos uma diária em um Hotel Fazenda”, adianta Teixeira.
Estratégia para conhecer o consumidor
Eventos de grande porte já não são mais tão eficazes para estreitar o relacionamento com os consumidores segundo Lucila Frias, Gerente de Marketing da Alcatel. Após realizar uma pesquisa para saber o que agrada o público executivo, a Alcatel-Lucent decidiu criar o Gourmet Show, em que o consumidor pode escolher entre as opções de peça de teatro com direito a jantar no restaurante DOM, camarote no GP Brasil, ou ser piloto por um dia na Fórmula 1. “Temos clientes com perfis diferentes. Por isso fizemos algo que pudesse agradar a todos”, explica Lucila ao site.
De acordo com a executiva, o Marketing de experiência é uma oportunidade de conhecer e saber o que os clientes da empresa precisam e quais são os seus objetivos. “Nossos produtos não são de venda imediata e esta é uma oportunidade única para gerar a proximidade e a facilidade de contato”, conta Deise Palma, Analista de Marketing.
Na contramão vem a D-Link. A empresa desenvolveu uma ação de experiência para o consumidor final, mesmo sem ser esse o público-alvo da companhia. “Fizemos algumas ações voltadas para os usuários finais oferecendo viagem com tudo pago. Desta forma conseguimos motivar, premiar e incentivar o usuário final a procurar o nosso produto”, afirma Teixeira.
Virtual X real
Segundo Jorge Nahas, CEO da agência O Melhor Da Vida, a experiência ajuda a proporcionar qualidade de vida para funcionários e clientes, oferecendo emoções. “A experiência envolve sentimento, emoções, e isso gera uma ligação a mais com a marca. Ativando esses sentidos, a marca passa a ter lembrança perene”, acredita Nahas.
Apesar de novo no Brasil, este conceito cresce principalmente devido ao seu caráter de diferenciação. “Cada vez mais as empresas e os produtos são iguais e o mercado depende de pessoas para fazerem a diferença. Não adianta mais premiar em dinheiro ou com bens materiais porque vivemos um paradigma onde o grande diferencial são emoções transmitidas para toda a cadeia de valor de um negócio”, ensina o CEO de O Melhor Da Vida.
Segundo ele, o mercado de Marketing de experiência cresceu 45% em 2009, mas no exterior foram gastos € 75 bilhões somente este ano. Estes números devem continuar crescendo principalmente por conta das novas tecnologias que surgem a todo o instante. Mas não em prol da ações de experiência. “Quanto mais tecnologia, maior a distância do mundo real. A partir disso, o consumidor valoriza mais as experiências que envolvem emoções e mexem com seus sentidos”, completa Jorge Nahas.
Com o crescimento e certa padronização das ações virtuais como “acesse, cadastre-se e concorra”, a diferenciação está sendo feita na prática, literalmente. Basta perceber que ações de experiência de marca ganham espaço nas estratégias de grandes empresas como Alcatel-Lucent, D-Link, além de Itaú, Gerdau e IBMEC. Nelas, o objetivo principal é ressaltar a importância dos sentimentos e emoções para que uma empresa seja lembrada e admirada.
Especializada em Experience Marketing, a agência O Melhor Da Vida fechou parceria com empresas para oferecer experiência como recompensa. Mas não só para clientes. A agência elabora ações de incentivo para colaboradores a fim de promover o encantamento com a marca, que é mais propenso a acontecer quando ela passa a fazer parte da memória destas pessoas.
Experiência X bens materiais
A D-Link criou o Gourmet Experience há cerca de um ano com o objetivo de premiar os distribuidores com experiências relevantes. A partir de uma experiência diferente de uma premiação com bens materiais, a marca é fixada na mente do consumidor de forma emocional. “Ao dar uma TV, a pessoa sabe o valor. Uma experiência fora do padrão fica marcada na mente”, diz André Teixeira, Gerente de Marketing de volume da D-Link, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A empresa de produção de equipamentos de networking, conectividade e comunicações de dados realizou ações de experiência para seus fornecedores como o Gourmet Experience. A ação levou convidados para uma aula de culinária com um renomado Chef de cozinha promovendo assim um melhor relacionamento com fornecedores, além de posicionar a marca de forma saudável e inovadora.
Mas não basta fazer uma ação pontual de experiência. É necessário dar continuidade ao trabalho de emocionar e encantar, oferecendo sempre novas e diferentes opções de experiência. “Promovemos a manutenção com experiências diferentes para cada distribuidor. Depois de ações de incentivo e de confraternização daremos uma diária em um Hotel Fazenda”, adianta Teixeira.
Estratégia para conhecer o consumidor
Eventos de grande porte já não são mais tão eficazes para estreitar o relacionamento com os consumidores segundo Lucila Frias, Gerente de Marketing da Alcatel. Após realizar uma pesquisa para saber o que agrada o público executivo, a Alcatel-Lucent decidiu criar o Gourmet Show, em que o consumidor pode escolher entre as opções de peça de teatro com direito a jantar no restaurante DOM, camarote no GP Brasil, ou ser piloto por um dia na Fórmula 1. “Temos clientes com perfis diferentes. Por isso fizemos algo que pudesse agradar a todos”, explica Lucila ao site.
De acordo com a executiva, o Marketing de experiência é uma oportunidade de conhecer e saber o que os clientes da empresa precisam e quais são os seus objetivos. “Nossos produtos não são de venda imediata e esta é uma oportunidade única para gerar a proximidade e a facilidade de contato”, conta Deise Palma, Analista de Marketing.
Na contramão vem a D-Link. A empresa desenvolveu uma ação de experiência para o consumidor final, mesmo sem ser esse o público-alvo da companhia. “Fizemos algumas ações voltadas para os usuários finais oferecendo viagem com tudo pago. Desta forma conseguimos motivar, premiar e incentivar o usuário final a procurar o nosso produto”, afirma Teixeira.
Virtual X real
Segundo Jorge Nahas, CEO da agência O Melhor Da Vida, a experiência ajuda a proporcionar qualidade de vida para funcionários e clientes, oferecendo emoções. “A experiência envolve sentimento, emoções, e isso gera uma ligação a mais com a marca. Ativando esses sentidos, a marca passa a ter lembrança perene”, acredita Nahas.
Apesar de novo no Brasil, este conceito cresce principalmente devido ao seu caráter de diferenciação. “Cada vez mais as empresas e os produtos são iguais e o mercado depende de pessoas para fazerem a diferença. Não adianta mais premiar em dinheiro ou com bens materiais porque vivemos um paradigma onde o grande diferencial são emoções transmitidas para toda a cadeia de valor de um negócio”, ensina o CEO de O Melhor Da Vida.
Segundo ele, o mercado de Marketing de experiência cresceu 45% em 2009, mas no exterior foram gastos € 75 bilhões somente este ano. Estes números devem continuar crescendo principalmente por conta das novas tecnologias que surgem a todo o instante. Mas não em prol da ações de experiência. “Quanto mais tecnologia, maior a distância do mundo real. A partir disso, o consumidor valoriza mais as experiências que envolvem emoções e mexem com seus sentidos”, completa Jorge Nahas.
Assinar:
Postagens (Atom)