quarta-feira, 30 de março de 2011

Genzyme ganha força no Brasil após venda para a Sanofi-aventis

Farmacêutica americana deve permanecer em divisão separada dos franceses e aquisição vai impulsionar os negócios da companhia em mercados emergentes.

Um dos líderes globais da farmacêutica Genzyme, o brasileiro Rogério Vivaldi, vice-presidente global da companhia e presidente da área renal e de endocrinologia, é um dos executivos envolvidos no processo de integração com a francesa Sanofi-aventis que, no mês passado, adquiriu a indústria americana por US$ 20,1 bilhões.

Segundo ele, os acertos sobre a consolidação da compra devem ser finalizados nas próximas seis semanas, mas já está certo que a Genzyme deverá se estabelecer como uma divisão isolada, com manutenção de sua marca, e deve ampliar sua atuação em mercados emergentes — com destaque para China e Brasil — em razão do posicionamento que a Sanofi tem nesses países.

“Eles são fortes na China e isso nos traz facilidades, por exemplo, para aprovação de remédios lá”, afirma Vivaldi.

O principal produto que a Genzyme tenta levar ao mercado chinês é para o tratamento da doença de gaucher — que hoje tem no Brasil o segundo maior número de pacientes identificados.

Trata-se de uma doença genética relacionada com o metabolismo dos lípidos, cujas principais características observadas são um aumento do fígado e do baço, anemia, diminuição do número de plaquetas e doenças ósseas.

No Brasil, o tratamento desses pacientes é coberto pelo Ministério da Saúde em ações em parceria coma Genzyme. “Queremos ser parte da economia local em países como Brasil e China.

A parceria com a Sanofi vai nos trazer possibilidade de aceleração do nosso processo de expansão geográfica e esses países estão entre as nossas prioridades de atuação”, completa Rich Gregory, responsável pela área de pesquisa da companhia.

Com forte atuação no desenvolvimento de medicamentos para doenças raras e pesquisas em biotecnologia, nos últimos 30 anos a Genzyme foi pioneira na criação de tratamentos para as doenças de gaucher, fabry e pompe. Nessas doenças, destacam- se os remédios Cerezyme, Febrazyme,Myosyme.

É uma das líderes globais entre as empresas de biotecnologia, com cerca de 10 mil funcionários.

Instalada em Framingham, Massachusetts, e com acesso aos mais avançados centros de geração de conhecimento na área médica e farmacêutica (como as universidades Harvard e MIT), a companhia investe 18% do faturamento—cerca de US$ 800 milhões — em pesquisa e desenvolvimento. “A Sanofi nos comprou por causa do nosso modelo.

Somos hoje a empresa mais próxima dos pacientes, não melhoramos suas vidas, nós as transformamos’, diz Vivaldi.

Nas negociações de integração, pontua, a Genzyme tem tomado como prioridade, entre outros temas, a manutenção da qualidade de suas pesquisas e o nível de aprovação de seus medicamentos.

“Sabemos que não vale a pena inflar nossa estrutura se não tivermos ganho de produtividade.” A Sanofi-Aventis possui 110 mil funcionários. Somente na China são cerca de 3 mil.

Fundada em 1981, a Genzyme obteve faturamento de US$ 4 ,05 bilhões em2010. Na área liderada por Vivaldi, de tratamentos de problemas renais e de endocrinologia, a receita foi de US$ 1,3 bilhão, o equivalente a 34% do total. Tem acesso a pacientes de doenças raras em100 países.


Mudança


Depois de 28 anos à frente da Genzyme,Henry Teermer deixou o cargo de CEO e passou a fazer parte do conselho ligado a Christopher

Viehbacher, CEO da Sanofi. A Sanofi registrou em 2010 € 5,4 bilhões de lucro líquido. As áreas de especialidade da Genzyme são: doenças genéticas, renal e endocrinológica, oncologia e hematologia e biosegurança.

No Brasil, firmou parceria coma Fiocruz para viabilizar estudos científicos (ver ao lado). * Viajou a convite da Interfarma.

Aquisição - US$ 20,1 bi - foi o valor acertado para a compra da americana Genzyme pela francesa Sanofi-aventis. O negócio foi anunciado no mês passado.

Pesquisa - 18% - da receita ou aproximadamente US$ 800 milhões são investidos anualmente pela Genzyme em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos.

Equipe - 10 mil - pessoas integram os quadros de funcionários da Genzyme, que tem sede em Framingham, Massachusetts e proximidade com a Universidade Harvard e o MIT.

Receita - US$ 4,05 bi - foram faturados pela Genzyme no no ano passado, a área de tratamento de problemas renais e endocrinologia responde por 34% desse total.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Farmacia popular ja mostra resultados

Farmácia Popular cresce 45% no primeiro mês de gratuidade
Número de ofertas gratuitas e autorizações comerciais aumenta de 1,8 milhão para 2,6 milhões desde o início do "Saúde Não Tem Preço"

  Maxpress

O programa Farmácia Popular apresentou crescimento expressivo no primeiro mês de gratuidade dos medicamentos para hipertensão e diabetes. Cresceu 45% o número de autorizações (para venda e oferta grátis) de todos os 25 itens do Aqui Tem Farmácia Popular, entre 14 de fevereiro e 14 de março, nas farmácias da rede privada credenciadas ao programa. Esse período refere-se aos primeiros 28 dias do “Saúde Não Tem Preço”, ação do governo federal que, desde o dia 14 do último mês de fevereiro, subsidia 100% do valor dos medicamentos para hipertensão e diabetes.

Do início da gratuidade do programa até a última segunda-feira (14), foi retirado um total de 2,6 milhões de itens contra 1,8 milhão no período anterior (de 14 de janeiro a 14 de fevereiro). O aumento das autorizações para oferta gratuita de medicamentos para hipertensão e diabetes foi ainda maior: cresceu 61% e 50%, respectivamente.

A gratuidade no Farmácia Popular beneficiou os usuários de medicamentos no país e trouxe vantagens tanto para as farmácias conveniadas quanto para a indústria farmacêutica. O salto nas retiradas de medicamentos mostra que o programa não só amplia o acesso da população à assistência farmacêutica como também é vantajoso para o comércio varejista ao alavancar as vendas de outros itens disponíveis nos estabelecimentos, “atraídas” pelos produtos disponíveis no Aqui Tem Farmácia Popular. “Com isso, as farmácias e drogarias credenciadas ao programa aumentam a competitividade no mercado em relação aos estabelecimentos não-conveniados”, analisa o diretor de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior.

Para viabilizar a gratuidade dos medicamentos para hipertensão e diabetes disponíveis no programa, o ministério fez um intenso trabalho de articulação com produtores e distribuidores da indústria farmacêutica e também com os estabelecimentos parceiros do programa. Com isso, o setor produtivo e as unidades conveniadas, em uma atitude socialmente responsável, se comprometeram com o programa.

INFORMAÇÃO

O acesso da população às unidades do Farmácia Popular foi facilitado por meio de uma ferramenta inovadora: um serviço de SMS (mensagem via celular) que informa as unidades credenciadas mais próximas à casa do usuário do programa. Basta enviar mensagem para o número 27397 informando o CEP da residência (somente os números, sem sinais gráficos) que, em poucos segundos, o usuário recebe resposta com informações precisas sobre o nome, o endereço e o telefone de até três farmácias onde o usuário poderá obter, de graça, medicamentos para hipertensão e diabetes. O serviço de “torpedo” via SMS não tem qualquer custo à população e permanece disponível até o final deste mês.

Além dos medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes, o Aqui Tem Farmácia Popular oferece mais 14 tipos de medicamentos, com até 90% de desconto, utilizados no tratamento de asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de fraldas geriátricas. Os medicamentos são oferecidos em mais de 15 mil farmácias e drogarias da rede privada credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular e nas 544 unidades próprias (administradas pelo governo federal) do programa.

ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS

Para obter os produtos disponíveis no Farmácia Popular, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica, que é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.

Eventuais dúvidas sobre o Farmácia Popular podem ser esclarecidas e comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio do Disque-Saúde (0800-61-1997) como também pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br.

Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo ou /nome genérico”, que é a substância que compõem o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.

Princípios ativos dos medicamentos oferecidos gratuitamente pelo Aqui Tem Farmácia Popular:

Hipertensão
Captopril 25 mg, comprimido
Maleato de enalapril 10 mg, comprimido
Cloridrato de propranolol 40 mg, comprimido
Atenolol 25 mg, comprimido
Hidroclorotiazida 25 mg, comprimido
Losartana Potássica 50 mg

Diabetes
Glibenclamida 5 mg, comprimido
Cloridrato de metformina 500 mg, comprimido
Cloridrato de metformina 850 mg, comprimido
Cloridato de metformina de ação prolongada 500 mg
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, frasco-ampola 10 ml
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, frasco-ampola 5 ml
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, refil 3ml (carpule)
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, refil 1,5ml (carpule)
Insulina Humana Regular 100 UI/ml, solução injetável, frasco-ampola 10 ml
Insulina Humana Regular 100 UI/ml, solução injetável, frasco-ampola 5 ml
Insulina Humana Regular 100UI/ml, solução injetável, refil 3ml (carpules)
Insulina Humana Regular 100UI/ml, solução injetável, refil 1,5ml (carpules)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Uma empresa fora da caixa! Inovação em novos produtos contra mercado de baixo custo...

A reportagem abaixo fala sobre a estratégia atual das empresas em busca de sobrevivência - a busca de oportunidades pode ser pela compra de outras companhias, apostando em consolidar-se em mercados existentes, a aposta em produtos genéricos, que ainda possuem um mercado gigante para crescimento (com uma disputa acirradíssima por custos, onde no meu entendimento, só existirá um vencedor no futuro!).

De outro lado, a busca por novos produtos, chamado inovadores. As estratégias são distintas, e ambas tem riscos e vantagens, e em nenhum momento pode-se afirmar que qualquer destas empresas terá maior ou menor chance de sobreviver, pois as escolhas estratégicas são isto mesmo - que caminho seguir, e que riscos tomar. A Bayer aposta na busca de novos compostos, ou melhoria de compostos existentes.

Não podemos esquecer que a empresa alemã, há alguns anos comprou a também alemã Schering, por ter uma área farma bastante devasada em desenvolvimento, buscando sinergia estratégica, já que a Bayer em essência é uma empresa muito focada na área química e nem tanto na área farmacêutica. A idéia foi deixar de ser a empresa da ASPIRINA, e também passar a ser uma empresa farmacêutica com diversidade de portfólio.

A venda dos medicamentos sem marca vai atingir US$ 212 bilhões no mundo em 2014. saiba por que A Bayer nada contra essa maré.

A fabricante de medicamentos inglesa AstraZeneca fez um acordo de distribuição com a indiana Torrent Pharmaceuticals.

A britânica Glaxo SmithKline comprou 16% da sul africana Aspen Pharma.

O grupo francês Sanofi-Aventis pagou R$ 1,5 bilhão pela brasileira Medley.

E a americana Pfizer gastou US$ 400 milhões por uma fatia de 40% na também brasileira Teuto.

Em comum, esses gigantes da indústria farmacêutica investiram em empresas que apostam em medicamentos genéricos. Esse interesse é facilmente compreendido.

As vendas de remédios sem marca devem gerar negócios de US$ 212 bilhões em 2014, segundo projeções da consultoria americana IMS Health.

Nos próximos quatro anos, o crescimento médio anual dessa área deve ser de 11% ao ano.

Setores como medicamentos com marca ou similares devem ter uma expansão média de 5,3% ao ano. Apesar disso, há ao menos uma grande companhia farmacêutica que é uma estranha neste nicho. E por opção.

É a Bayer HealthCare, divisão farmacêutica da alemã Bayer, que fatura 11 bilhões de euros e tem 38 mil funcionários mundialmente. “Apostamos em dois pilares para crescer: inovação e o poder natural de expansão nos mercados emergentes, com foco na China e no Brasil”, disse Andreas Fibig, presidente mundial da Bayer HealthCare Pharmaceuticals, à DINHEIRO.

Trata-se de uma aposta arriscada. A descoberta de um novo medicamento pode levar entre dez e 12 anos até chegar ao mercado, segundo a Bayer, que investe entre 15% e 17% das suas receitas em pesquisa e desenvolvimento, a cada ano. O custo de P&D é da ordem de bilhões de euros para cada medicamento descoberto e colocado no mercado.


E mais: de cada dez mil substâncias, apenas uma vai se transformar em um remédio que chegará às gôndolas das farmácias. Tome como exemplo o anticoagulante Xarelto, da Bayer. Lançado em 2010, ele consumiu investimentos de 2 bilhões de euros. Mas essa estratégia tem suas compensações. Líderes de vendas da Bayer como o Avalox, para tratamento de doença pulmonar crônica, e o Nexavar, para câncer de rim e fígado, rendem entre e 500 milhões e e 700 milhões por ano à companhia. Desde que foram lançados, em 2000 e 2005, respectivamente, eles já geraram e 8,5 bilhões aos cofres da farmacêutica alemã.


“Preferimos ser melhores em inovação”, diz Theo van der Loo, que assumiu em janeiro a presidência da subsidiária brasileira, depois de passar pela filial espanhola da companhia. “O mercado de genéricos está se consolidando e há muita concorrência nessa área.”Com o objetivo de reforçar sua estratégia, a Bayer anunciou um investimento de e 8 milhões na área de pesquisas da subsidiária brasileira – o dobro do volume aplicado em 2010.

Oncologia, doenças femininas e cardiologia são algumas das prioridades dos pesquisadores brasileiros. O primeiro deles é um dos segmentos em que há ainda grande espaço para descobertas de cura, acredita Marcos Macedo, diretor da consultoria IMS Health para a América Latina.


Em sua opinião, o investimento em inovação só dará retorno para os que apostarem suas fichas em áreas carentes de alternativas para tratamento, como é o caso do mal de Parkinson, Alzheimer, hepatite, artrite reumatoide e doenças raras. “As pe ssoas estão dispostas a pagar o que for para se curar”, diz Macedo.

Uma descoberta importante em algum desses nichos poderá gerar lucros para a empresa durante 20 anos – o tempo que dura uma patente. Além de fortalecer a área de pesquisas, a Bayer vai também ampliar sua presença no interior do País por meio da contratação de mais propagandistas, que visitam consultórios médicos levando informações dos produtos da companhia.

Atualmente, a companhia conta com 600 profissionais atuando nessa área no Brasil. Até 200 novos pesquisadores podem ser contratados. “Ainda estamos estudando essa estratégia e sua implementação depende de uma série de fatores”, diz Loo.

O reajuste de preços não é imediato. Para aplicar o aumento, empresas produtoras de medicamentos deverão apresentar à CMED um relatório informando os porcentuais que querem aplicar. O valor fixado pela CMED é o teto.

As empresas podem, portanto, fixar preços menores.Procurada, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa não se manifestou sobre os valores de reajuste. As regras para aumento de remédios foram fixadas em 2003.


Fonte: Isto é Dinheiro

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mais de 80% da população mundial não tem acesso a remédios para dor

10% da população mundial têm acesso a 90% dos remédios no planeta. Mais de 80% da população mundial precisa, total ou parcialmente, de acesso a analgésicos e, por isso, sofre com dores desnecessariamente.

A informação é do relatório anual da JIFE (Junta Internacional de Fiscalização de Estupefacientes) 2010, publicado nesta quarta-feira (2).


Isso significa que 90% das substâncias lícitas são consumidas por 10% da população mundial, que se concentra em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e algumas nações da Europa, diz Hamid Ghodse, presidente da JIFE.

Em muitos países da África, Ásia e algumas partes da América, o acesso a entorpecentes e a substâncias psicotrópicas para fins terapêuticos é escasso ou nulo.


De acordo com a junta, existe matéria prima suficiente para atender às necessidades de toda a população mundial por analgésicos. No entanto, existem vários fatores que impedem o acesso a esses medicamentos.

Apesar de o preço ser considerado um dos principais obstáculos para o acesso a esses medicamentos, existem fórmulas de baixo custo que têm sido distribuídas em vários países de modo eficaz, como no Brasil, o que, segundo a junta, mostra que as barreiras econômicas podem ser superadas.


Medidas para conter abuso no uso de analgésicos



No relatório, o órgão chama a atenção de todos os governos também para o problema do uso indevido de analgésicos, que em alguns países têm ultrapassado os níveis de abuso de drogas ilícitas.

Para diminuir os índices, a junta recomenda certas políticas que tendem a afetar a disponibilidade de substâncias para fins médicos e científicos, dando, como exemplo, a compilação de dados estatísticos sobre as necessidades de drogas lícitas, legislação, educação e capacitação, sistemas de fiscalização nacional e prevenção do desvio e do abuso de substâncias. Certos fatores, no entanto, são verdadeiros obstáculos para oferta de medicamentos, entre eles, a formação deficiente de profissionais de saúde, a falta de regulamentação, as dificuldades de distribuição e a ausência de uma política de saúde integral e inclusiva que abarque o tratamento da dor, problemas apontados pelo relatório.

Uma saída para melhorar esse quadro seria melhorar os sistemas de fiscalização de drogas que podem ajudar a assegurar o abastecimento suficiente de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas para fins médicos e científicos e, ao mesmo tempo, evitar o seu uso inapropriado e abusos.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Com crescimento de 19,3%, rede Drogasil lucra R$ 89 mi e abre 57 lojas

Com lugar de destaque entre as principais redes farmacêuticas do País, a Drogasil anunciou os resultados relativos a 2010, dentre os quais destaca-se o crescimento de 19,3% no lucro líquido, com faturamento de R$ 89,015 milhões. Em vendas brutas, a companhia registrou aumento de 16,8%, num total de R$ 2,08 milhões.


O Ebtida (ganhos anteriores a juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa chegou a R$ 143,5 milhões, ou 21% a mais do que em 2009, com margem de 6,9% em relação às vendas. 71,3% da receita bruta obtida em 2010 foram originados da venda de medicamentos, enquanto 28,7% vieram da comercialização de não-medicamentos.

A presença de outros produtos na composição receituária cresceu 1,4%.Com esses resultados, a rede foi a primeira varejista do segmento a ingressar no segmento Novo Mercado da BM&F Bovespa.

No ano passado, a companhia abriu 57 unidades, atingindo um contingente de 338 lojas operantes em 88 municípios, em seis estados brasileiros.

"O período ainda marcou nossa entrada no Rio de Janeiro, na sequência da trajetória de adicionar a presença da Drogasil a um novo estado do Brasil", declarou o diretor-executivo da empresa, Claudio Roberto Ely. "Reformamos ainda 54 lojas, adaptamos nossa rede de lojas às exigências determinadas pela Anvisa", continuou. "Além disso, iniciamos a operação do segundo centro de distribuição em Contagem, Minas Gerais".


Funcionários a menos


Apesar dos bons resultados econômicos e da abertura de lojas, a rede de farmácias Drogasil, há 75 anos no mercado brasileiro, demitiu mais do que contratou funcionários. No quarto trimestre de 2009, eram 7.560 empregados, quase 20% a mais do que os 6.102 contados no mesmo período de 2009.

Em 2000, a empresa criou o conceito de Beauty Center, que levou para as unidades farmacêuticas um espaço voltado exclusivamente para dermocosméticos e outros produtos de linha estética.

A companhia também é responsável pelo projeto-piloto Diabetes Center, que concentra uma linha de equipamentos, insumos para monitoração da glicemia, medicamentos e genéricos para o tratamento de diabetes, incluindo remédios que fazem parte do programa Aqui Tem Farmácia Popular.

Manaus terá sua primeira fábrica de medicamentos genéricos

Projeto aprovado pelo Codam prevê que a empresa irá investir R$ 187 milhões para implantar uma unidade no Polo Industrial de Manaus.

O Pólo Industrial de Manaus (PIM) ganhará a primeira fábrica de medicamentos genéricos, a Novamed. Segundo informações do Portal Amazônia, o projeto de implantação foi aprovado pelo Governo do Amazonas na última quarta-feira (23), durante a primeira reunião anual do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam).


Foram aprovados 28 novos projetos, com investimentos de cerca de R$ 719 milhões, o que representa a geração de 2.708 novas vagas no mercado de trabalho no período de três anos Sob comando do titular da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), Marcelo Lima Filho, a 231ª reunião do Codam aprovou projetos que contemplam os setores de duas rodas, farmacêutico, eletroeletrônico, alimentício, termoplástico, metalúrgico e indústria automotiva. Destes, 14 projetos são para implantação de novos empreendimentos, 12 de diversificação e dois de atualização.

Entre os incentivos voltados ao polo farmacêutico, destaca-se a adesão da empresa Novamed, produtora de medicamentos líquidos, sólidos e semi-sólidos que atua nos mercados nacional e internacional há 40 anos, conforme informou o secretário.


O projeto aprovado pelo Codam prevê que a empresa irá investir R$ 187 milhões para implantar uma unidade no PIM, com a previsão de gerar 320 empregos diretos. Para Lima, a chegada do empreendimento possibilitará a economia de recursos para o abastecimento de medicamentos nas unidades de saúde estaduais

terça-feira, 1 de março de 2011

Desembolso para genérico deve dobrar????

Programa enfrenta desafio de aumentar distribuição nas regiões Norte e Nordeste.

O valor do reembolso do governo para a indústria de genéricos deve dobrar com a gratuidade dos remédios para hipertensão e diabetes, segundo estimativa da Pró-Genéricos. De acordo com o presidente da associação, Odnir Finotti, dos R$ 300 milhões desembolsados ano passado pelo governo em subsídios para o Farmácia Popular, 50% foram para o setor de genéricos. Finotti, no entanto, não sabe estimar em quanto tempo isso acontecerá. O programa, que ainda está no início, enfrenta o problema da expansão de suas unidades de distribuição, hoje concentradas nas regiões Sudeste e Sul. Das 65 mil farmácias existentes no Brasil, apenas 15 mil são credenciadas.

Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, há espaço para expansão nas regiões Norte e Nordeste, embora ele considere a cobertura atual satisfatória, quando se considera a densidade demográfica dessas regiões. Segundo Gadelha, a negociação entre a indústria e as farmácias para a garantia de preços não pode privilegiar Sul e Sudeste ou as grandes redes do país. “Vamos monitorar para que isso não aconteça”, diz o secretário. “Além das redes, existe o mercado de distribuidores de medicamentos, que pode facilitar a entrada das farmácias regionais no programa.

“Se aumentar a escala, todos saem ganhando, principalmente a população - Carlos Gadelha, secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde


Desconcentração


O presidente da Federação Brasileira das Redes Associativas de Farmácias (Febrafar), Edson Tamascia, diz que, por enquanto, apenas 1,5 mil unidades das 4,5 mil que integram a associação participam do Farmácia Popular. E a razão não é apenas a condição de negociação. Muitas não são informatizadas, condição exigida pelo governo para que o estabelecimento entre no programa, já que a loja precisa de autorização online para distribuir os medicamentos. Segundo o secretário, o governo não descarta adotar subsídios para atender ao grupo. “Olhamos a área da saúde como uma possibilidade de desenvolvimento socioeconômico para as regiões do país”, conclui.