sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pós Graduaçao Latu Sensu em Logistica Farmaceutica

A ANFARLOG (Associaçao Nacional de Farmaceuticos Atuantes em Logistica) em parceria com a FAPI (Sâo Paulo) vão lançar agora no segundo semestre de 2009 o primeiro curso de logística farmacêutica do país.

Maiores informações com Prof.Dr.Egberto:

FAPI(Faculdade de Administração São Paulo)-11-3061-5022 http://www.faculdadedeadministracao.com/
ou pelo e-mailanfarlog@gmail.com

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Hypermarcas – Máquina de compras

O ano de 2009 está sendo atípico para a Hypermarcas. Até agosto, a companhia não anunciou nenhuma aquisição. Desde a fundação, há nove anos, a Hypermarcas comprou 14 empresas e mais de 20 marcas, transformando-se na maior companhia de bens de consumo de capital nacional. A lista de marcas é impressionante: vai do molho de tomate Etti aos adoçantes Finn e Zero Cal, esmaltes Risque, tinturas Biocolor, palha de aço Assolan e medicamentos vendidos sem receita, como Doril, Gelol, Epocler e Engov.

Com o caixa reforçado por R$ 560 milhões obtidos em sua oferta de ações, o apetite por aquisições voltou. O endividamento em relação à geração de caixa operacional recuou para apenas 0,8, depois de aproximar-se dos 3 no fim do ano passado. Agora a companhia procura novas oportunidades, principalmente nas áreas farmacêutica e de cuidados pessoais. Relatório do Credit Suisse que recomenda a compra do papel atribui justamente a aquisições futuras a maior expectativa de valorização nos próximos anos. “O mercado está cético em relação a essa possibilidade e não tem precificado as aquisições”, afirma o relatório de Marcel Moraes. O banco acredita que a empresa fará aquisições de até R$ 2 bilhões nos próximos 18 meses, principalmente na área farmacêutica e de produtos de beleza. O Banco Fator, que recomenda manter as ações, não incluiu aquisições futuras na estimativa de valor da empresa.

As receitas da Hypermarcas estão hoje concentradas na divisão farma (35%) e em produtos de beleza e higiene (37%). Em remédios sem receita médica, em que sofre menor concorrência das multinacionais presentes no Brasil, a Hypermarcas tem 9,9% do mercado. Nessas duas áreas a companhia consegue evitar a concorrência mais dura de grandes multinacionais, como a Unilever. A empresa vem numa trajetória de crescimento drástica: a receita líquida saltou 65% no primeiro semestre. Mesmo excluindo o efeito das aquisições, a Hypermarcas tem conseguido revitalizar marcas “adormecidas”: a receita líquida no conceito ‘mesmas marcas’ cresceu 11%. Os resultados ainda são instáveis: depois de prejuízo no ano passado, a companhia lucrou R$ 208,6 milhões no primeiro semestre.

Embora a oferta de ações tenha tido uma parcela secundária, o controlador João Alves de Queiroz Filho não vendeu participação, nem o segundo maior acionista, uma holding de empresários mexicanos. Houve alguma redução de acionistas que haviam entrado na Hypermarcas na venda da Farmasa (GP Investments e a família Samaja).
Pelo menos uma luz amarela está acesa para os investidores.

Nos últimos quatro anos, a Hypermarcas não distribuiu dividendos nem capital próprio aos acionistas. “A empresa não pagou dividendos porque tinha prejuízos contábeis acumulados. Isso deve mudar a partir de 2010, com a nova legislação contábil”, informou a companhia por meio de sua assessoria. Outra dúvida dos investidores é em relação ao tratamento fiscal do ágio. Até agora, as aquisições, além do benefício operacional, rendiam grande volume de créditos fiscais.

A empresa mantém o direito de amortizar R$ 2 bilhões em ágio já constante em seu balanço, mas há dúvidas sobre o tratamento fiscal em aquisições feitas a partir de 2010, quando o padrão contábil será diferente.

Revista ValorInveste – Valor Econômico

Portas abertas para as ideias

Nas décadas de 70 e 80, a Xerox era uma das empresas mais admiradas do mundo. O motivo era a capacidade criativa de seus laboratórios.

Em seu centro de pesquisas Palo Alto Research Center (Parc), uma legião de cientistas tinha a missão de reproduzir, dentro da companhia, o ambiente de inovação que normalmente se associa às universidades. Sediado na Califórnia, longe da matriz, em Nova York, o Parc gerou os embriões de tecnologias que hoje todos usam diariamente, como a interface gráfica dos computadores, o mouse e a impressora a laser. É verdade que a Xerox não se beneficiou como poderia dessas novidades (muitas delas foram copiadas por certo Steve Jobs, que viria a criar a Apple).

Mas o modelo era claro: pesquisar e criar tudo dentro de casa. Durante anos, as maiores companhias do mundo seguiram uma receita parecida. Com a revolução da internet, porém, a certeza virou dúvida: faz sentido manter laboratórios de ponta e pesquisadores de primeira linha dentro de casa? A internet, afinal de contas, é uma rede de computadores, mas também de cérebros. Por que não abrir mão dos esforços próprios e buscar o conhecimento onde ele estiver?

Não é melhor abraçar de vez o que se convencionou chamar de "inovação aberta"? A resposta, como mostram as experiências das companhias reconhecidas por sua capacidade de inovação, é buscar o equilíbrio entre os dois modelos. "As empresas estão percebendo que a melhor abordagem é combinar as ideias externas com o desenvolvimento dentro de casa", afirma Ken Perlin, professor de ciência da computação da Universidade de Nova York. Na era da economia da informação, as companhias inovadoras terão de abrir as portas para as contribuições que vêm de fora -- sem, com isso, desmontar suas estruturas internas.

Uma das empresas que mais transformaram seus laboratórios de pesquisa e desenvolvimento nos últimos anos foi a IBM. Durante quase um século, a Big Blue se concentrou em tecnologias próprias. Mas, desde o fim da década passada, a companhia vem abrindo seus laboratórios para universidades, pesquisadores independentes e até mesmo clientes. Suas equipes de P&D continuam importantes -- mas, agora, ganharam um novo papel.

A IBM tem cerca de 3 000 Ph.Ds espalhados pelo mundo e oito grandes laboratórios globais. Antigamente, seus cientistas trabalhavam exclusivamente com ideias desenvolvidas dentro da empresa. Hoje, como diz Fábio Gandour, um dos cientistas-chefe da IBM, "os tentáculos cresceram".

O brasileiro de 57 anos faz parte de um grupo de pesquisadores de elite da companhia e agora tem a missão de criar aqui um polo para absorver e transformar em negócios ideias geradas no país. O movimento de abertura não teve impacto na liderança de um ranking do qual a IBM se orgulha muito: o de registro de patentes. A companhia continua no primeiro lugar, com mais de 3 000 patentes registradas anualmente. "A ciência moderna é feita por cérebros que estejam em qualquer lugar", diz Gandour.

O contato das empresas com a inovação que vem de fora é a internet. Isso acontece de várias formas. Algumas companhias buscam portais abertos, como o InnoCentive, uma espécie de classificado para cientistas. O site, criado pela farmacêutica americana Eli Lilly em 2001, hoje é uma empresa independente. Lá, qualquer companhia pode apresentar um problema específico e esperar que alguém, em alguma parte do mundo, se apresente para resolvê-lo - em troca de pagamento, é claro.

Outro modelo é criar um site próprio para mediar o contato com os inovadores. A gigante do consumo Procter&Gamble adota ambas as estratégias. Em meados do ano 2000, a empresa deparou-se com um cenário perturbador: seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento disparavam, mas as vendas permaneciam estáveis. A P&G, então, mudou radicalmente seu modelo de inovação. Em seu portal P&G Connect + Develop, por exemplo, há uma solicitação por um salgadinho de batata que seja assado e que não contenha gorduras trans. Os interessados podem enviar as propostas, desde que elas sejam patenteadas. Se forem aproveitadas, o inventor é remunerado.

"Nossos pesquisadores se concentram naquilo que conhecem bem e complementam seu trabalho com ideias de fora nas áreas em que não temos tanta experiência", diz Jeff LeRoy, do time de inovação da Procter. Com a iniciativa, a empresa ampliou sua equipe de cientistas de 7 500 pessoas no início da década para 1,5 milhão de colaboradores hoje cadastrados no site.

As colaborações externas são eficientes não apenas para empresas que buscam reduzir custos com pesquisa mas principalmente para as que tentam ir além do que seus laboratórios conseguiram. Após anos de melhorias em seu sistema de recomendação de filmes aos clientes, a locadora online Netflix atingiu o limite.

A solução encontrada foi criar um concurso online convocando qualquer pessoa interessada em aperfeiçoar seus algoritmos de recomendação. O indivíduo ou grupo que conseguisse melhorar a qualidade das recomendações em 10% levaria um prêmio de 1 milhão de dólares. A tarefa não era nada trivial: houve 40 000 equipes inscritas e o vencedor levou três anos para atingir a meta. O concurso mostra que a era da inovação colaborativa é capaz de colocar em condições de igualdade times de doutores e cidadãos comuns.

Durante muito tempo, o líder da corrida da Netflix foi um psicólogo inglês que fez carreira em empresas de consultoria e estava aposentado. Ele não levou o prêmio (o time vencedor contava com 26 pessoas), mas provou que, no mundo conectado, as ideias importam mais do que o que está impresso no cartão de visitas.

Uma consequência interessante dos modelos mistos de inovação é o novo desenho do gráfico que mostra quem investe em pesquisa e desenvolvimento. Em 1990, as grandes empresas americanas eram responsáveis por 70% do bolo. Hoje, elas respondem por menos de 40% do total, ao passo que as pequenas passaram a ser responsáveis por mais de 25% dos investimentos, segundo a National Science Foundation.

No Brasil não existem estatísticas, mas a percepção de contribuição das pequenas é expressiva. A americana 3M conta em boa parte com ideias de pequenas empresas em seus projetos brasileiros. Universidades também têm motivação extra para ir além das teses de laboratórios. A brasileira Samba Tech, que desenvolve sistemas de distribuição de vídeos online, é um desses casos.

Há dois anos, recebe alunos do MIT numa espécie de intercâmbio: eles auxiliam a empresa nos modelos de marketing e vendas e a empresa fornece a visão prática dos negócios em economias emergentes, o principal propósito do curso. "Esse é um exemplo de inovação aberta em modelo de negócios que está ganhando espaço nas corporações", afirma Jonathan Lehrich, coordenador do curso do MIT.

O modelo misto de inovação, entretanto, requer alguns cuidados. "A inovação aberta é uma tendência crescente, mas não é a cura para todos os males", afirma o professor Henry Chesbrough, criador do termo open innovation e líder de pesquisas da Universidade de Berkeley sobre o tema.

Quem abraça o modelo misto não deve pensar na colaboração como a terceirização de parte de suas pesquisas. As empresas também devem estruturar antecipadamente como será a propriedade intelectual ao término de um projeto conjunto. Além disso, com a abertura do canal de inovação externa, outras questões importantes envolvem a adaptação da função dos pesquisadores. O grande desafio está em convencê-los de que o trabalho de pesquisa interna não está menos importante, apenas diferente, conforme sugere Chesbrough.

E os pesquisadores que se cuidem. O modelo de inovação mista está aberto até mesmo para os consumidores. Após registrar queda de 40% no lucro em 2005, a Kraft Foods concluiu que seus lançamentos simplesmente não atendiam à expectativa dos consumidores. A empresa então criou um site no qual os clientes se cadastram para ser "provadores oficiais" -- ou por que não dizer cobaias? -- das novidades.

Os testadores que participam do programa First Taste ("primeira prova") recebem os produtos em casa, com o compromisso de publicar no site suas impressões. O site da Kraft também tem um quê de rede social: os colaboradores, todos voluntários, podem recomendar os produtos uns aos outros, o que não deixa de funcionar como um laboratório também do boca a boca que o produto vai gerar.

(Exame)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sindusfarma promove Workshop “Gerência de Produtos na Indústria Farmacêutica”

Pensando nos gerentes de produtos que atuam na indústria farmacêutica, o Programa DEC-Sindusfarma desenvolveu este workshop.

No segmento industrial farmacêutico este cenário inclui ainda os aspectos regulatórios e a forma de comunicação que destina-se principalmente aos profissionais de saúde habilitados mas pode incluir também consumidores e o ponto-de-venda.

São 16 horas de discussão sobre as atividades desenvolvidas por gerentes de produtos onde se procura aliar a teoria à prática, ou seja, abordar aspectos teóricos e a sua aplicabilidade no dia-a-dia da indústria farmacêutica.

Este workshop se destina a profissionais, em níveis de supervisão, chefia e gerência, que atuam em áreas de marketing, finanças, contabilidade, produção, controle de qualidade, registro de produtos e da administração geral.

Informações e inscrições Vanessa Vicente (11) 3897-9779 e.mail: vanessa@sindusfarma.org.br Inscrições On line: www.sindusfarma.org.br

Serão fornecidos materiais didáticos e certificado (emitido aos participantes que tiverem freqüência mínima de 75%)

Workshop Gerência de Produtos na Indústria Farmacêutica, dias 15 e 16 de Setembro de 2009

Horário: 08h às 17h, na Sede do Sindusfarma - Rua Alvorada nº 1280 - Vila Olímpia.

Estacionamentos: Rua Casa do Ator, 975 e Rua Caetano Velasco S/N e Mercure. Apt The World - R. Gomes de Carvalho, 1005 - Vila Olímpia , S. Paulo

Fonte: Revista FatorData

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pfizer perto de fechar a compra da Neo Química

A Pfizer está concluindo as negociações para a aquisição do laboratório Neo Química, de Goiás.

Segundo fontes do mercado, as negociações começaram no início do ano e estão perto de uma conclusão.

O valor do negócio está estimado entre R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão, dependendo das condições. Com faturamento de cerca de R$ 300 milhões, o Neo Química é especializado em medicamentos genéricos com marca (os antigos similares) e genéricos comuns.

Para a multinacional americana, que fatura R$ 1,5 bilhão no Brasil (excluindo vendas ao governo), a aquisição faria parte de uma estratégia de ampliação do faturamento global para compensar o vencimento de patentes de grandes campeões de vendas, como o Lípitor (usado para combater o colesterol alto) e o Viagra (contra impotência).

O Lípitor, cuja patente vence no ano que vem, contribui com US$ 12 bilhões para o faturamento anual da companhia, que foi de US$ 48 bilhões no ano passado.

A patente do Viagra vence em 2011.Procurada, a Pfizer disse apenas que, por política internacional, não comenta especulações de mercado.

Disse também que não fechou nem anunciou qualquer acordo no Brasil. A Neo Química, por sua vez, não respondeu às ligações telefônicas ou mensagem eletrônica.

Com as vendas nos EUA em queda - o mercado americano deve encolher de 1% a 2% este ano, segundo projeções do IMS, principal instituto de pesquisa do setor -, a Pfizer conta com aquisições nos mercados emergentes para adicionar US$ 3 bilhões à sua receita global até 2012.

Além de Brasil, a companhia está olhando aquisições na China, Rússia, Turquia e Índia.Esta será a segunda grande aquisição no mercado de genéricos brasileiros este ano. Em abril, a Sanofi Aventis pagou R$ 1,5 bilhão pelo laboratório Medley, empresa que fatura R$ 1,5 bilhão de acordo com levantamento da IMS, número que exclui descontos.

As vendas líquidas da Medley foram de R$ 460 milhões no ano passado. Segundo fontes, Pfizer e Neo Química chegaram a avaliar a possibilidade de criar uma joint venture ou a compra de uma participação acionária, mas o formato final acabou evoluindo para uma aquisição integral.Com sede em Anápolis, a Neo Química foi a terceira empresa brasileira a obter registro para fabricar genéricos no País, iniciando sua produção em 2000.

Hoje, o laboratório é conhecido mais pela fabricação de genéricos com marca. Dentre os seus principais produtos está o descongestionante nasal Neosoro, lançado em 2000. Segundo o site da companhia, o Neosoro seria hoje o segundo medicamento mais vendido do Brasil. A Neo Química também possui uma rede de distribuição importante e acaba de inaugurar uma nova fábrica que vai permitir aumentar a capacidade produtiva de 3,6 bilhões para 8,5 bilhões de comprimidos ao ano.

Com a aquisição da Neo Química, a Pfizer deverá ampliar o portfólio de genéricos sem marca e também se antecipar para lançar genéricos de medicamentos como o Lípitor imediatamente após o vencimento da patente. No Brasil desde a década de 50, a Pfizer possui uma fábrica em Guarulhos com capacidade de produção de 172 milhões de unidades anuais.

A venda de mais um laboratório brasileiro para uma multinacional torna mais distante o sonho do governo de estimular, com a ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a criação de um grande grupo farmacêutico nacional.

Dentre os grandes fabricantes locais, restam EMS (receita superior a R$ 2 bilhões), Aché (R$ 1,5 bilhão) e Eurofarma (R$ 1,1 bilhão).

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A internet está mudando a "relação médico-paciente"

Uma área que está em constante desenvolvimento e evolui de forma tão rápida quanto a medicina é a informática, principalmente quando o assunto é a internet. Desde sua chegada ao país na década de 90, a rede mundial de computadores já alcançou bilhões de brasileiros através de um acesso cada vez mais rápido. Hoje, é possível encontrar informações sobre praticamente todos os assuntos na grande rede e a medicina não está fora deste contexto.


Aliados a essa facilidade de acesso, estão o aumento do nível educacional da população e os inúmeros sites com dicas e conhecimentos na área de saúde. Todos esses fatores fizeram surgir um novo tipo de paciente: aquele que busca informações sobre sua doença, tratamento, medicamentos e custos de internação, muitas vezes antes mesmo de ir até o consultório de um profissional da saúde.


Gostaria de comentar neste post, o trabalho da pesquisa Wilma Madeira, mestre em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP), chamado de "navegar é preciso: avaliação dos impactos do uso da internet na relação médico-paciente". Aproveito a entrevista publicada sobre o trabalho na revista DOC, gentilmente cedida pela editora de mesmo nome.


Resumidamente, segundo dados da pesquisa, 67% dos pesquisados utilizam informações obtidas na internet para subsidiar a decisão sobre os procedimentos a serem realizados, 31% afirmam que estas informações podem ou não subsidiar a decisão sobre os procedimentos a serem adotados, e 2% afirmam que não consideram estas informações. Ou seja, temos um grande contingente de pessoas que estão cada vez mais sendo influenciadas por informações acerca de suas enfermidades, tratamentos e isto está (segundo eles) influenciando suas decisões.

Em outras palavras, a internet está propiciando elementos que potencializam a participação do paciente durante as consultas médicas.

Creio que isto é inevitável, e estamos diante de um processo, onde existirá uma maior autonomia do paciente, com um maior conhecimento, claro que não pleno, mas pelo menos suficiente, de seu estado de saúde, dos riscos a sua saúde e da condição de vida. Este é um aspecto positivo, pois com certeza, o médico poderá igualmente valer-se deste conhecimento para ampliar o "compliance", ou a correta sequência ao tratamento, pois com maior informação, o paciente também conhecerá melhor a importância de seguir a correta prescrição.

De outro lado, também exigirá cada vez mais do profissional médico, uma maior interação com seu paciente, um contato mais próximo, e não tão técnico, propiciando uma melhor relação para aqueles profissionais que se destacarem neste contexto, criando inclusive um vínculo muito maior com seus pacientes, gerando credibilidade e confiança.

O grande problema, sob meu ponto de vista, é a confiabilidade da informação, pois também na internet, encontramos informação demais, algumas vezes muito superficial, e outras vezes, sem a clareza necessária para um público que está ansioso por conhecer melhor como retornar para seu estado de "saúde".

Um pouco de minha experiência mostra que neste contexto as sociedades médicas em geral (dentro de cada especialidade médica) tem um papel fundamental na formação e construção de informação de qualidade, com respaldo, ética e isenção para o público em geral, tomando a frente de um processo fundamental de consolidação de conhecimento e credibilidade.

Temos várias amostras neste sentido, com campanhas muito bem estruturadas na sociedade, porém um longo caminho a percorrer.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lupa de Ouro - O "oscar" do marketing farmacêutico!

Desde 1976, o GRUPEMEF realiza uma cerimônia que representa para os profissionais de marekting farmacêutico, o "oscar" no segmento - o Lupa de Ouro.

O Prêmio Lupa de Ouro tem a finalidade de reconhecer e premiar o talento dos profissionais do Marketing Farmacêutico que desenvolveram as melhores campanhas promocionais, materiais de divulgação de produtos e empresas farmacêuticas no mercado brasileiro e projetos de maior destaque em áreas de atuação específica.

O mais cobiçado troféu dos profissionais de marketing da indústria farmacêutica brasileira faz do Prêmio Lupa de Ouro o "Oscar do Marketing Farmacêutico", uma analogia ao prêmio para os profissionais do cinema americano.

Em minha opinião, o Lupa de Ouro faz jus ao trabalho de marketing realizado todos os anos pelos gerentes de produtos e suas equipes, respectivas agências, que envolve várias análises de mercado, perfil de consumidor, posicionamento competitivo, o que tornam o marketing farmacêutico desafiador.

Posso falar de "catédra" por ter sido o ganhador em algumas oportunidades, e sei que o trabalho realizado é muito sério, passando pela avaliação de todo o material de divulgação de produtos, seus conceitos, estratégia, e tudo isto por um júri formado não só por médicos, mas também por profissionais da área de publicidade e propaganda.

Nesta 33o edição, o Prêmio Lupa de Ouro terá como tema a sustentabilidade, e está empenhado em trabalhar para um mundo melhor, um mundo ideal. Sustentabilidade é o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

É aquele capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.

Neste período do ano, as campanhas de marketing estão sendo enviadas para a sede do GRUPEMEF, onde serão avaliadas e depois iremos conhecer os selecionados, que posteriormente deverão "defender" sua campanha em uma apresentação perante um juri.

Como reconhecimento ao trabalho, inventividade, ética e estratégia, o Lupa de Ouro é um evento muito importante no marketing farmacêutico e movimenta todos os profissionais no final do ano.

Se quiser conhecer mais e visualizar edições anteriores, visite a página do grupemef, em www.grupemef.com.br.