quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
ROCHE PESQUISA VIRUS DA AMAZôNIA PARA FABRICAçãO FUTURA DE VACINAS
Esses estudos, que ainda estão em fase incipiente, devem começar ainda neste mês. Para colocá-los em prática, a companhia vai utilizar equipamentos de última geração, que possibilitam o sequenciamento genético desses vírus. Mais de 100 variedades deles poderão ser estudadas.
Márcio Nunes, coordenador do projeto pelo IEC, disse que o objetivo é fazer o sequenciamento genético de diversos vírus patogênicos para o homem. Os estudos iniciais serão específicos para dengue, febre amarela e hantavírus. Segundo Nunes, não existe sequenciamento desses tipos de vírus na América do Sul, apesar da grande incidência da doença.
A partir do sequenciamento genético dos virus, será possível desenvolver anticorpos monoclonais, o que poderá reverter em resposta a um agente patogênico. "Também poderemos identificar novos vírus", afirmou Nunes. O coordenador disse que o governo federal disponibilizou cerca de R$ 4 milhões para estimular a pesquisa.
A Roche vai utilizar equipamentos de alta tecnologia para o processo de sequenciamento genético desses vírus. Gonçalves lembra que a companhia foi a precursora, nos anos 90, da chamada tecnologia PCR (Polymerase Chain Reaction, em inglês, ou reação em cadeia da polimerase), que amplifica o DNA. O processo de PCR foi patenteado pela companhia suíça em 1993.
A Roche Diagnóstica fez trabalho semelhante na África. O grupo rastreou vírus emergentes no continente africano e tem um projeto na África oriental que monitora os vírus existentes e identifica futuras ameaças. A meta é identificar possíveis pandemias em fase precoce. Com isso, conseguiu uma identificação confiável do vírus do HIV.
"Cumpriremos em 2010 os nossos planos de levar soluções diagnósticas para todo o Brasil", afirmou Gonçalves. "Vamos vencer o desafio geográfico do Brasil", disse o executivo, referindo-se à extensão territorial do país.
Esse mesmo processo de sequenciamento genético já foi usado na agropecuária. Segundo Gonçalves, a empresa adotou o processo para cana-de-açúcar e gado.
A divisão Diagnóstica trabalha junto com a área farmacêutica no que o grupo se concentra nos últimos anos: a medicina personalizada. O desenvolvimento de medicamentos biotecnológicos, por meio de manipulação genética, tornou-se a forte aposta do grupo. Não interessa ao grupo entrar na produção de genéricos, segmento fortemente responsável pela perda das vendas de grandes companhias farmacêuticas do mundo.
A empresa especializou-se no desenvolvimento de produtos dedicados a grupos específicos de pacientes, impulsionando a medicina personalizada. "Os diagnósticos representam de 50% a 60% da decisão dos médicos", afirmou Gonçalves. A Roche tem forte atuação em oncologia, virologia, doenças autoimunes, metabólicas e do sistema nervoso central.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Aché - investimento pesado na produção de genéricos
Terceiro maior laboratório de genéricos do Brasil, com faturamento bruto de R$ 1,9 bilhão (dados preliminares de 2009), o Aché está acompanhando atento os medicamentos de marcas que terão perda de patente entre este ano e o ano que vem. Neste ano, serão cerca de 10 novos produtos, entre genéricos e similares do Aché no mercado interno.
Segundo Mendes, a empresa também deve intensificar acordos para licenciar medicamentos no Brasil. A companhia busca parcerias de "mão dupla". Ou seja, o Aché licencia medicamentos de um laboratório internacional e também concede seus produtos para o mesmo fim para a comercialização no país de origem da companhia parceira.
Em 2007, a empresa fechou dois importantes acordos neste sentido. Um com a mexicana Silanes - para levar medicamentos da linha cardiometabólica ao México - e com a alemã Beiersdorf - para trazer ao Brasil a linha de dermocosméticos Eucerin. Neste ano, o laboratório planeja fazer o lançamento de sua própria linha de produtos dermatológicos, afirmou Mendes.
Pesquisa e Desenvolvimento
O grupo também já está investindo R$ 70 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de novos medicamentos. Mendes negou que a companhia tenha virado alvo preferencial de possíveis aquisições por parte de outros laboratórios - embora tenha sido sondado diversas vezes nos últimos meses.
O executivo afirmou que vai negociar parceria com uma multinacional para medicamentos voltados para oncologia, mas não entrou em detalhes. A empresa tem entre seus principais medicamentos o Alenia (para asma), Artrolive (artrose), Betalor e Lotar (cardíacos).
TRAJETÓRIA
Fundado em 1966, o Aché conta com dois complexos industriais, um em sua sede em Guarulhos (Grande São Paulo) e outro na capital paulista, no bairro Jurubatuba. O portfolio da empresa elenca 250 marcas em cerca de 600 apresentações de medicamentos sob prescrição, genéricos e MIP (isentos de prescrição). A companhia é controlada pelas famílias Dellape Baptista, Siaulys e Depieri.
Nos últimos anos, a empresa engrossou o movimento de consolidação no setor. Em 2003, o laboratório incorporou a farmacêutica alemã Asta Médica do Brasil. Dois anos depois, deu um importante passo com a compra da Biosintética Farmacêutica, que possibilitou à companhia entrar no segmento de genéricos - hoje os produtos são comercializados sob a marca comercial Genéricos Biosintética.
Em 2008, a empresa firmou parceria com a americana RFI Ingredients, marcando sua entrada no mercado americano e canadense com a comercialização do creme anti-inflamatório Acheflan. Atualmente, o Aché exporta seus produtos para 12 países.
Fonte: Valor Econômico
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
BNDES negocia compra de participação na Hypermarcas
O BNDES negocia a aquisição de uma participação na Hypermarcas, empresa que tem expandido sua atuação na área farmacêutica por meio de aquisições. A negociação, segundo fontes, gira entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Interessado na consolidação do parque farmacêutico nacional, o BNDES estuda uma forma de fortalecer ainda mais a Hypermarcas para que a empresa possa manter sua estratégia de compra de ativos no setor e ampliar sua atuação na área de genéricos.
Só no ano passado, a Hypermarcas fez cinco operações de aquisição. Na área farmacêutica, a compra do laboratório Neo Química há um mês, por R$ 1,42 bilhão, deu à empresa o terceiro lugar entre as farmacêuticas nacionais, com a entrada na área de genéricos e similares. Em 2008, pouco depois de abrir o capital, já tinha incorporado o laboratório Farmasa e liderava o mercado de medicamentos sem prescrição. De olho no forte crescimento do setor, que passou incólume pela crise, a Hypermarcas aumenta a participação dos medicamentos em seu portfólio, que também tem cosméticos, higiene pessoal, limpeza e alimentos.
No ano passado, o BNDES decidiu mudar sua estratégia para estimular a consolidação entre os laboratórios nacionais, já que o perfil familiar predominante dificulta os negócios. Passou a oferecer aos controladores a possibilidade de a subsidiária BNDESPar se tornar sócia das empresas, uma forma de viabilizar investimentos e operações de fusão e aquisição. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tem recebido executivos de várias empresas. Cogitou a possibilidade com algumas, mas as conversas estão mais adiantadas com a Hypermarcas.
O chefe do Departamento de Produtos Intermediários Químicos e Farmacêuticos do BNDES, Pedro Palmeira Filho, confirmou que o banco negocia com a Hypermarcas, mas não deu detalhes das tratativas. "Estamos conversando. Teria muito sentido se o BNDES pudesse capitalizar a Hypermarcas para que ela pudesse fazer novas aquisições, inclusive no exterior", disse. Se o negócio for concretizado, será a primeira participação do banco em uma farmacêutica. A BNDESPar poderia ficar com uma fatia entre 10% e 30% das ações da Hypermarcas. Procurada, a empresa não comentou a informação.
INTERNACIONALIZAÇÃO
O BNDES tem aumentado o seu apoio a fusões e à internacionalização de empresas brasileiras. Operações recentes com o apoio do banco criaram gigantes como JBS-Friboi e Brasil Foods, no setor de alimentos, e Fibria, no de celulose. Fortalecer o setor farmacêutico é uma das prioridades da política industrial do País para evitar a sua desnacionalização. Por isso, o BNDES mantém linhas de financiamento especiais para o setor por meio do Profarma, cuja carteira já acumula R$ 1,3 bilhão. A participação acionária é um dos instrumentos do banco para fomentar a consolidação no setor, mas ainda não foi usada.
Segundo Palmeira, o BNDES pode ajudar grupos nacionais a encontrar no exterior ativos que permitam a entrada em áreas estratégicas, como a biotecnologia. "Há empresas de biotecnologia, inclusive nos EUA, que cabem no bolso de brasileiras", diz o executivo, para quem o movimento da Hypermarcas poderá levar outras empresas a fechar operações de consolidação.
Na visão do BNDES, só a formação de empresas nacionais com faturamento entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões pode deixá-las menos vulneráveis às multinacionais. O banco não gostou da venda da brasileira Medley para a Sanofi-Aventis em 2009, e acompanhou com apreensão o assédio da Pfizer ao Neo Química.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Marketing de Experiência cresce em meio a ações virtuais
Com o crescimento e certa padronização das ações virtuais como “acesse, cadastre-se e concorra”, a diferenciação está sendo feita na prática, literalmente. Basta perceber que ações de experiência de marca ganham espaço nas estratégias de grandes empresas como Alcatel-Lucent, D-Link, além de Itaú, Gerdau e IBMEC. Nelas, o objetivo principal é ressaltar a importância dos sentimentos e emoções para que uma empresa seja lembrada e admirada.
Especializada em Experience Marketing, a agência O Melhor Da Vida fechou parceria com empresas para oferecer experiência como recompensa. Mas não só para clientes. A agência elabora ações de incentivo para colaboradores a fim de promover o encantamento com a marca, que é mais propenso a acontecer quando ela passa a fazer parte da memória destas pessoas.
Experiência X bens materiais
A D-Link criou o Gourmet Experience há cerca de um ano com o objetivo de premiar os distribuidores com experiências relevantes. A partir de uma experiência diferente de uma premiação com bens materiais, a marca é fixada na mente do consumidor de forma emocional. “Ao dar uma TV, a pessoa sabe o valor. Uma experiência fora do padrão fica marcada na mente”, diz André Teixeira, Gerente de Marketing de volume da D-Link, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A empresa de produção de equipamentos de networking, conectividade e comunicações de dados realizou ações de experiência para seus fornecedores como o Gourmet Experience. A ação levou convidados para uma aula de culinária com um renomado Chef de cozinha promovendo assim um melhor relacionamento com fornecedores, além de posicionar a marca de forma saudável e inovadora.
Mas não basta fazer uma ação pontual de experiência. É necessário dar continuidade ao trabalho de emocionar e encantar, oferecendo sempre novas e diferentes opções de experiência. “Promovemos a manutenção com experiências diferentes para cada distribuidor. Depois de ações de incentivo e de confraternização daremos uma diária em um Hotel Fazenda”, adianta Teixeira.
Estratégia para conhecer o consumidor
Eventos de grande porte já não são mais tão eficazes para estreitar o relacionamento com os consumidores segundo Lucila Frias, Gerente de Marketing da Alcatel. Após realizar uma pesquisa para saber o que agrada o público executivo, a Alcatel-Lucent decidiu criar o Gourmet Show, em que o consumidor pode escolher entre as opções de peça de teatro com direito a jantar no restaurante DOM, camarote no GP Brasil, ou ser piloto por um dia na Fórmula 1. “Temos clientes com perfis diferentes. Por isso fizemos algo que pudesse agradar a todos”, explica Lucila ao site.
De acordo com a executiva, o Marketing de experiência é uma oportunidade de conhecer e saber o que os clientes da empresa precisam e quais são os seus objetivos. “Nossos produtos não são de venda imediata e esta é uma oportunidade única para gerar a proximidade e a facilidade de contato”, conta Deise Palma, Analista de Marketing.
Na contramão vem a D-Link. A empresa desenvolveu uma ação de experiência para o consumidor final, mesmo sem ser esse o público-alvo da companhia. “Fizemos algumas ações voltadas para os usuários finais oferecendo viagem com tudo pago. Desta forma conseguimos motivar, premiar e incentivar o usuário final a procurar o nosso produto”, afirma Teixeira.
Virtual X real
Segundo Jorge Nahas, CEO da agência O Melhor Da Vida, a experiência ajuda a proporcionar qualidade de vida para funcionários e clientes, oferecendo emoções. “A experiência envolve sentimento, emoções, e isso gera uma ligação a mais com a marca. Ativando esses sentidos, a marca passa a ter lembrança perene”, acredita Nahas.
Apesar de novo no Brasil, este conceito cresce principalmente devido ao seu caráter de diferenciação. “Cada vez mais as empresas e os produtos são iguais e o mercado depende de pessoas para fazerem a diferença. Não adianta mais premiar em dinheiro ou com bens materiais porque vivemos um paradigma onde o grande diferencial são emoções transmitidas para toda a cadeia de valor de um negócio”, ensina o CEO de O Melhor Da Vida.
Segundo ele, o mercado de Marketing de experiência cresceu 45% em 2009, mas no exterior foram gastos € 75 bilhões somente este ano. Estes números devem continuar crescendo principalmente por conta das novas tecnologias que surgem a todo o instante. Mas não em prol da ações de experiência. “Quanto mais tecnologia, maior a distância do mundo real. A partir disso, o consumidor valoriza mais as experiências que envolvem emoções e mexem com seus sentidos”, completa Jorge Nahas.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Novartis quer comprar 52% da Alcon por US$ 39 bilhões
A Novartis informou que planeja comprar os 52% da Nestlé na Alcon por US$ 28,1 bilhões em um acordo que deixará a fabricante de medicamentos da Suíça mais perto de seu objetivo de se tornar um conglomerado global na área de cuidados com a saúde.
O acordo elevará a participação da Novartis na Alcon a 77%. A empresa suíça também lançou uma oferta para comprar a participação de acionistas minoritários, oferecendo 2,70 ações da Novartis para cada ação da Alcon. Isto é o equivalente ao preço de US$ 153 por ação, ou um total de US$ 11,2 bilhões. Os acionistas da Alcon terão a opção de receber American Depositary Shares (ADSs) da Novartis.
Em 2008, a Novartis comprou 25% da Alcon por US$ 10,4 bilhões após acordo com a Nestlé, pelo qual obteve a opção de adquirir a fatia restante da Nestlé na Alcon por US$ 181 por ação, mas não antes de 1º de janeiro de 2010.
A Novartis e farmacêuticas rivais como a GlaxoSmithKline e Sanofi-Aventis estão avançando em segmentos como consumo e genéricos à medida em que enfrentam a maior perda de proteção de patentes da história.
Jeffrey Holford, analista na corretora Jefferies em Londres, disse que a Novartis precisa do controle total da Alcon para conseguir as sinergias planejadas e que deve acabar pagando mais no fim.
Em comunicado em sua página eletrônica, a farmacêutica suíça avaliou que o negócio é do interesse de todos os acionistas e dará a clareza necessária com relação ao futuro da Alcon.
"A adição da Alcon vai fortalecer nosso portfólio de cuidados com saúde e nossa posição em cuidados oftalmológicos, um setor com crescimento dinâmico", afirmou Daniel Vasella, executivo-chefe da Novartis.
A Novartis recordou que, em 2008, adquiriu uma participação de 25% na Alcon por US$ 10,4 bilhões, ou US$ 143 por ação. A proposta atual, que se for aceita estará sujeita à aprovação das autoridades regulatórias, deve ser concluída durante o segundo semestre deste ano.
Os custos da compra total da Alcon, incluindo a fatia inicial de 25% obtida em meados de 2008, são estimados em US$ 49,7 bilhões, observou a Novartis na nota. A empresa pretende financiar a obtenção dos 52% estantes da Alcon com recursos existentes e mais US$ 16 bilhões em financiamento externo da dívida de curto e longo prazo.
A Alcon é mais conhecida dos consumidores por suas soluções para lentes de contato, mas a maior parte de seus US$ 6,28 bilhões em vendas em 2008 veio de produtos usados em cirurgias e medicamentos para doenças dos olhos, como glaucoma.
Operação da Nestlé
A Nestlé anunciou ontem que irá recomprar 10 bilhões de francos (US$ 9,6 bilhões) em ações depois de vender sua participação na Alcon - uma sinalização, na opinião de analistas, de que a companhia não tem planos imediatos de comprar uma empresa do porte da Cadbury Plc. A operação de recompra, que deve durar dois anos, terá início quando um programa de 25 bilhões de francos que está em andamento acabar. Isto deve acontecer ainda este ano, de acordo com comunicado da Nestlé.
"A Nestlé deverá aumentar o volume de ações a serem recompradas", disse Olaf Toelke, analista Standard & Poor's. "A Nestlé também não nos parecer estar tão apta a fazer uma aquisição", acrescentou Toelke. O analista classifica a companhia com AA e com perspectiva de estabilidade. "O cenário mais provável no futuro próximo é de uma erosão gradual do retorno financeiro aos acionistas e também de pequenas aquisições", disse o analista.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Começo de ano! Um bom momento para um BALANÇO GERAL da carreira....
O teste a seguir, desenvolvido pela consultoria
Evolução intelectual
O desempenho intelectual está relacionado ao uso que você faz das coisas que aprende. Se em 2009 você fez um curso e aplicou o conhecimento no trabalho, teve bom rendimento. É importante colocar na balança também as coisas que leu, as informações que trocou, o conhecimento que disseminou. “Conhecimento não é apenas absorção de informações, mas, principalmente, troca e integração com os outros”, diz Rosa Bernhoeft. Você fala hoje sobre algum assunto com mais propriedade do que fazia há um ano? É um sinal de que você evoluiu.
Em 2009 sua evolução intelectual foi:
[ ] Excelente
[ ] Boa
[ ] Razoável
[ ] Medíocre (ou regrediu)
Amadurecimento emocional
A forma como você lida com suas emoções tem relação direta com seu crescimento na carreira. Pessoas muito impulsivas, que reagem mal a situações de pressão, e de difícil trato tendem a enfrentar mais obstáculos para persuadir pares, chefes e equipe. Olhe para o ano que passou e liste situações difíceis que vivenciou e a forma como reagiu a elas. Em quais delas você sentiu que perdeu o controle? Como isso interferiu nos seus resultados? Além disso, é importante também contar com o feedback do pessoal do escritório. “Um colega do trabalho é capaz de avaliar seu comportamento com imparcialidade, já que não está emocionalmente envolvido”, Neli Barboza, da Ricardo Xavier.
Em 2009 seu amadurecimento emocional foi:
[ ] Excelente
[ ] Bom
[ ] Razoável
[ ] Medíocre (ou regrediu)
Ampliação da experiência
Avalie se você se acomodou em 2009. À medida que você cresce na carreira, aumenta também o nível de complexidade dos problemas e situações do dia a dia. Aprender com essas situações é uma qualidade. A ampliação de experiência está relacionada a fazer coisas diferentes do usual — muito ligada à sua capacidade de empreender no trabalho. Que novas experiências ou processos você obteve no trabalho este ano? Como você exercia determinadas atividades e como passou a executá-las? “Para quem tentou criar coisas novas, mas foi barrado na empresa, talvez seja hora de pensar em mudar”, diz Neli.
Este ano sua experiência:
[ ] Ampliou significativamente
[ ] Teve uma boa ampliação
[ ] Teve uma ampliação razoável
[ ] Teve uma ampliação medíocre (ou inexistente)
Nível de motivação
É muito raro manter-se motivado por 365 dias, mas o saldo no ano precisa ser positivo. “Para quem atinge as metas, mas não está com tanto gás, o próximo passo é ter queda na produtividade”, diz Neli. Para essa análise, questione-se: com que interesse você tem exercido suas atividades? Diante dos projetos, em geral, você sente vontade de se envolver e continuar? O ideal é que o número de aspectos do trabalho que o motivam seja maior ou, no máximo, igual ao de aspectos desanimadores. Do contrário, 2010 deve ser o ano de mexer os pauzinhos e trocar de emprego.
Em 2009 sua motivação:
[ ] Cresceu ou manteve-se em nível excelente
[ ] Manteve-se em nível bom
[ ] Manteve-se em nível apenas suficiente
[ ] Decresceu ou manteve-se em nível baixo
Evolução na empresa
Cuidado: crescer não significa apenas promoção ou mudança de cargo. Sim, esses são indicativos claros, mas há outros a serem avaliados neste balanço. Você passou a ser convocado para reuniões maiores? Participou de projetos mais estratégicos? Tem recebido feedback positivos do chefe, dos pares e dos parceiros de negócio sobre seu trabalho? Esses são bons sinais de que, mesmo sem a formalização do seu crescimento com uma promoção, você ascendeu na companhia.
Sua evolução na empresa em 2009 foi:
[ ] Excelente
[ ] Boa
[ ] Razoável
[ ] Sofrível
Busca por resultados
Toda companhia está atrás de resultado e usa isso como critério de avaliação. Portanto, este quesito é fácil de ser avaliado: você atingiu suas metas este ano? No entanto, por ser uma avaliação mais objetiva e de retorno mais rápido, atenção: “É preciso cuidado para não focar demais em trazer resultado e descuidar dos outros aspectos comportamentais”, diz Rosa, da Alba Consultoria.
Em 2009 sua busca por resultados foi:
[ ] Excelente
[ ] Boa
[ ] Razoável
[ ] Medíocre
Nível de reconhecimento
De nada adianta entregar resultados bons, chegar a um cargo estratégico ou ter diversos cursos no currículo sem ter credibilidade com as pessoas que o cercam. “Quanto mais alto na hierarquia, mais o profissional precisa contar com os outros”, diz Rosa. A cada novo passo de sucesso as pessoas vão parabenizá-lo? Você sente que suas relações no trabalho são sinceras ou apenas fazem parte de um jogo de interesses? Se você for promovido para o lugar do seu chefe, será bem aceito pelo time? Atenção a isso.
Em 2009 o reconhecimento que você conquistou foi:
[ ] Excelente
[ ] Bom
[ ] Razoável
[ ] Medíocre
Ampliação do network
Uma boa rede de contatos nem sempre é a mais numerosa. Não basta conhecer gente nova. É preciso manter contato ao menos uma vez por ano, seja por e-mail, seja um encontro presencial. “A rede de relacionamento deve ser um ativo do profissional, e não um inventário”, afirma Rosa Bernhoeft. “O ideal é filtrar as pessoas com as quais não quer perder contato e manter os laços”, diz Neli. Você investiu na qualidade de seus relacionamentos em 2009?
Em 2009 sua rede de relacionamentos teve crescimento:
[ ] Excelente
[ ] Bom
[ ] Razoável
[ ] Fraco ou insuficiente
Credenciais
Este ponto está ligado ao número de cursos e certificações agregado ao currículo. Mais do que quantidade, é importante avaliar quão alinhadas as novas credenciais estão ao seu plano de carreira e às expectativas da empresa. Apesar de não ser a única forma de aprendizado, os cursos têm grande relevância para o sucesso da carreira e devem estar presentes entre suas prioridades.
Em 2009 o crescimento de suas credenciais foi:
[ ] Excelente
[ ] Bom
[ ] Razoável
[ ] Fraco ou insuficiente
Remuneração
Dinheiro não é tudo, mas a remuneração importa muito na carreira. Serve para medir o prestígio e indica que a empresa reconhece seu trabalho. Mas, como neste ano muitas empresas congelaram os salários, a falta de aumento não deve ser encarada como sinal de estagnação. Porém, é importante diferenciar o que está relacionado às políticas da empresa do seu desempenho pessoal. “Se os outros critérios avaliados foram negativos, a remuneração tende a refletir esse desempenho”, diz Neli Barboza.
Então, em 2009, o crescimento de sua remuneração foi:
[ ] Excelente
[ ] Bom
[ ] Razoável
[ ] Ínfimo ou inexistente
RESULTADO
AGORA QUE VOCÊ FEZ SUA AVALIAÇÃO, SOME OS PONTOS DE ACORDO COM A PONTUAÇÃO A SEGUIR:
Para cada resposta A, marque 2 pontos
Para cada resposta B, marque 1 ponto
Para cada resposta C, marque 0 ponto
Para cada resposta D, marque -1 ponto
ENTRE 14 E 20 PONTOS
Ótimo resultado. A manutenção da sua evolução no próximo ano depende de uma visão clara e atualizada de seus pontos fortes e fraquezas, aspectos de satisfação e insatisfação, e tudo o mais que possa afetar seu poder de decisão. Cuidado apenas para não negligenciar em 2010 os aspectos em que se saiu bem este ano, focando apenas nas deficiências.
ENTRE 7 E 13 PONTOS
É possível que você esteja com uma taxa de competitividade pessoal abaixo da necessária para uma boa evolução na carreira. Faça uma análise mais aprofundada das áreas nas quais teve baixa pontuação, procure as causas delas, discuta questões com gente de sua confiança e busque alternativas de melhoria.
Faça uma revisão de sua postura frente a seu trabalho, considerando suas preferências e objetivos de vida. Identifique quais fatores podem estar interferindo em seu resultado para que possa planejar suas ações e tomar decisões de acordo com aquilo que você busca.
Muitas pessoas ainda acreditam que a carreira é coisa do acaso ou está nas mãos da empresa, tornando-se dependentes do ambiente e dos outros.
ENTRE 1 E 6 PONTOS
Você provavelmente precisa rever suas decisões básicas de carreira, como área de trabalho, empresa, objetivos de curto, médio e longo prazo, além de suas atitudes e estratégias fundamentais. A partir de uma boa revisão, poderá refazer seu projeto de carreira e entrar em rota de crescimento no próximo ano.
IGUAL OU MENOR A O
A sua situação requer medidas urgentes, pois provavelmente está gerando desgaste e estresse elevados. Faça uma avaliação aprofundada de tudo: suas escolhas, a empresa em que trabalha, a área funcional, seus objetivos e alternativas adotadas para atingi-los. Busque feedback e ideias para melhorar — ou, quem sabe, mudar radicalmente sua trajetória profissional.

